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Cobertura: Abril Pro Rock 2011 - Primeiro Dia‏






Resenha por: xDudux


Fotos por: Rafael Passos


Enquanto todos os blogs do gênero correram para publicar suas resenhas do Abril Pro Rock 2011 - http://abrilprorock.info/ - eu preferi relaxar, descansar e ficar de guéri e só escrever quando realmente estivesse afim, bem isso demorou um pouco, mas estamos aqui em mais uma saga interestadual relatando como foi esse APR bombástico e cheio de coisitas interessantes.


Inicialmente comecei minha saga ainda em Salvador, onde de pronto apelidei a primeira noite de APR de "Thrash Day", nada muito original, pois bastava qualquer um observar a grade do evento que pensaria nisso. Era manhã de sexta e eu me levantei da cama todo bruxoso, com a certeza que a noite seria bem gostosa, corri para o escritório e dei o gás para não deixar nenhuma pendência no dia, pois iria me picar no meio do expediente para pegar o vôo, e não queria ninguém me ligando para resolver pendências indesejáveis. Me passei um pouco do horário que tinha planejado e acabei me atrasando, peguei uma fila escrota no check in e tive que correr para embarcar. Ao adentrar no avião percebia que seria uma viagem atípica, logo nas primeiras fileiras um muleque com uma camisa do DRI, totalmente DIY (Estilo Doriva), meus olhos já brilharam. Minha querida namorada estava ao meu lado e claro ficou aturando minhas perturbações de praxe durante o translado, enquanto isso nossos amigos Pedro "Gog" e Paulo nos esperavam para curtirmos a trip, pois eles se adiantaram e foram um dia antes que a gente. Chegamos em Hellcife e logo nos acomodamos na casa de minha mãe, sem muita demora nos preparamos para encontrarmos com nossos amigos citados anteriormente, que já estava se aquecendo e bebericando no shopping próximo ao local do evento. Chegamos lá, abraços e beijos e conhecemos um muleque firmeza também de Salvador que tinha ido pro show, rumamos para o local do evento e ficamos na porta, aquela coisa toda de (re) ver amigos de outros estados e resenhar, fazer negócios, coisas que só o APR proporciona para o seu público.


Ingresso na mão! Entramos no Chevrolet Hall, lugar foda! Bem amplo e organizado, como uma verdadeira casa de shows tem que ser. A primeira banda a se apresentar no festival foi a banda local Cangaço (PE) - http://www.myspace.com/cangacometal - A banda se utiliza daquela velha mistura de som pesado com música regional,com um vocal super agressivo. O local ainda estava bem vazio e o som não estava dos melhores. A banda executou músicas que estão no seu EP, que estava sendo lançado naquela oportunidade.


Como disse anteriormente o Chevrolet Hall é bem amplo, o que proporcionou ao evento se dar ao luxo de ter a brilhante ideia de fazer um esquema de dois palcos, um do lado do outro, para que o intervalo entre uma banda e outra fosse o mais curto possível. Esse esquema é perfeito, parabéns a organização do evento.





A segunda banda a se apresentar foram os cearenses do Facada (CE) - http://www.myspace.com/facadanagoela - Infelizmente o show começou com o som ainda bem precário, o que com certeza prejudicou um pouco a apresentação dos caras, entretanto a qualidade desse powertrio estava estampada a cada acorde tocado. Nas primeiras músicas o circle pit já comia no centro e foi assim por toda apresentação dos caras. A banda tocou várias faixas do tão elogiado "O Joio", como as belíssimas "Tu vai cair" e a música que dá nome ao álbum. Como alguns devem saber o guitarrista da formação original, Ari, atualmente reside na Alemanha, porém isso não o impediu de se juntar aos caras e fazer ali no APR uma apresentação histórica, sim era o Facada com duas guitarras! A banda com essa formação conseguiu brutalizar o que já era extremamente bruto, para fuder com tudo mandaram o som "Apocalipse Agora". Detalhe que a todo tempo James (Vocal/Baixo) interagia com o público, inclusive instigando os mesmos para que o circle pit ficasse ainda mais lindo. Os mensageiros do Apocalipse continuaram com suas profecias executando a música "Chovendo Baratas" e finalizaram em grande estilo com "O Cobrador".








O festival continuou com mais uma banda local, Desalma (PE) - http://www.myspace.com/desalma - Já tinha conferido o show dos caras aqui em Salvador e de mudança apenas constatei que a banda ao tempo que passa fica mais bruta. O som do Festival já estava bem melhor, além de já ter uma quantidade legal de pessoas vendo a apresentação dos caras. Os caras tocaram uma faixa que é pura thrashêra, merece destaque também a música "Desprezível" que tem uma variação bem legal de bateria, fora que em quase todas as músicas rola uma alternância de vocais bem interessante, sinceramente os caras conseguiram fazer um show impecável.






A primeira banda não nordestina da noite a se apresentar foram os caras do Violator (DF) - www.violatorthrash.com - Confesso que estava totalmente despreparado quando ouvi os primeiros acordes de “Ordered to Thrash”, inclusive estava acabando de comprar uma fatia de pizza (coisa de gordo), olhei pra pizza e olhei pra roda, porque não conciliar uma coisa com a outra? Desci correndo com a pizza na mão e tome circle pit! Os caras emendaram com a instrumental a faixa "UxFxTx (United For Thrash)", ambas do mesmo álbum "Chemical Assault". Isso eu sempre gordo tentando comer a pizza, caralho!!!Me engasguei brutal e quase morro, mas ia morrer feliz ao som de Violator. E que show, na boa um dos top 10 de shows de minha vida, o chão parecia sabão de tão escorregadio, mas foda-se! Estava lindo, o suor escorrendo e eu ali me esbaldando ao som dessa excelente banda. Ponto engraçado do show dos caras: Poney (Vocal/Baixo) fez todo um discurso criticando o cristianismo no metal e no hardcore e após mandou um som que falava sobre isso, olho pro circle pit e vejo um cara com uma camisa "EXERCITO DE CRISTO", tem como não ri? Enfim, o show continuou numa escaldação da porra, os caras super empolgados no palco e tocando músicas de vários álbuns como o "Annihilation Process" e o mais lindo de todos "Violent Mosh". O final de um show tão espetacular como esse não poderia ser outro, os caras tocando "The Plague Never Dies" e Poney dando um stage dive do palco, literalmente indo pra galera.







Vários corpos já estavam exaustos quando o Torture Squad (SP) - http://www.myspace.com/torturesquadband - subiu ao palco pra fuder com tudo de vez. A banda começou sua aula do bom metal invocando todos os headbangers presentes para observar a sua maestria e competência naquilo que se propõe a fazer. Verdadeiras lições eram dadas ali no palco do APR, lições como "Generation Dead" e "Living for the Kill". Enquanto eu babava vendo o show dos caras, Paulo que estava ao meu lado larga a melhor: "Imagine Torture Squad no Trio Elétrico em Salvador", realmente acho que os caras no circuito da Av. 7 iria ser a bruxa! (kkkkk). Óbvio que ao tocarem o clássico "Pandemonium" a roda que já estava bruta ficou total escaldação, o mundo ali acabou de vez! Não sem antes o caos imperar no recinto, ao som de "Chaos Corporation", ai o público de preto se esbaldou gostoso.







A última banda nacional a se apresentar na noite foi o Musica Diablo (SP) - http://www.myspace.com/musicadiablo - que inclusive era uma das bandas que estava com muita curiosidade de ver ao vivo. A banda conta com integrantes do Sepultura, Nitrominds e Korzus, faz um crossover de primeira qualidade e a pouco tempo lançaram seu primeiro trabalho. Basicamente foram executadas músicas desse álbum de estréia, porém sou sincero a falar que o show foi bem frio e que o CD é bem mais empolgante que a banda ao vivo. O ponto positivo da apresentação dos caras é a disposição de tocar todas as músicas bem coladinhas, mas ainda acho que a banda toda precisa se soltar mais, porque a banda se divertindo o público vai junto, foi o que não ocorreu no show da Diablo. Só pra constar, sou um grande fã do vocal de Derrick e porra, na Música Diablo encaixa direitinho. Bom demais!







Eu já não sentia mais meu corpo, depois de um dia tão corrido eu não aguentava mais nada, estava largado, jogado as traças. Mas porra, era o D.R.I. (EUA) - http://www.myspace.com/dri2 - e merecia um pouco mais de sacrifício de minha parte, nas primeiras notas percebia que era uma das minhas músicas favoritas, "Snap" e ai me joguei na roda! E o show continuou com diversos clássicos para alegria de hardcorers e headbangers presentes. Vale destacar que todo mundo estava se respeitando bastante no pit, homens e mulheres se divertindo de boa e sem maiores estresses. Realmente o clima Punx and Thrashers United imperava no recinto. Não mais me agüentando em pé fui assistir o resto do show no fundinho ao lado de minha namorada e impressionantemente o som estava bem melhor no fundo que na frente, achei o som na frente do palco um tanto quanto baixo. No final os caras escaldaram tudo com "Violent Pacification" e para êxtase de todos os presentes "The Five Year Plan", fudeu! D.R.I. está mais jovem do que nunca!






Muito se falou dessa nova formação do Misfits (EUA)http://ww.myspace.com/themisfits -, em verdade sempre tinha ouvido apenas comentários negativos, nunca tinha tido a curiosidade de ouvir essa nova formação, ainda mais sabendo que iria ver o show dos caras, não queria estragar a surpresa. Me desculpem os mais puritanos, mas a banda não é tão ruim assim, mas me desculpem também os fãs cegos e empolgados, o show não foi dos melhores. Tem muita banda cover do Misfits que tira um som bem melhor e mais fiel ao Misfits que os caras. Na boa, os caras aceleraram demais as músicas, parecia mais que o Misfits tinha virado uma banda de grind. Estava tudo muito embolado e se não fossem clássicos como "Die, Die My Darling”, “Hollywood Babylon”, "American Psyco" e a minha preferida "Dig Up Bones" o show seria uma merda, mas por conta desses clássicos arrisco a dizer que o show foi legal, afinal era o Misfits, meu sonho de muleque e estava vendo ali. Claro que os caras tinham que piorar a situação tocando, errado, um cover do Black Flag, "Rise Above”. A Anima (banda punkrocker soteropolitana) tocava esse mesmo cover e bem melhor que os caras.


No fim o balanço do festival e de minha ida em si ao Recife foi bem positivo, me divertir bastante e vi shows perfeitos. O Abril Pro Rock está de parabéns pela organização e por tudo como é feito, outras cidades deveriam se espelhar nisso e tentar fazer ao menos algo parecido, estou cansado de ver os festivais daqui de Salvador sempre com as mesmas merdas indies/modernas/intelectuais e não venham me dizer que é falta de público pois sempre que tem 1 ou 2 bandas de metal ou hardcore nesses festivais as bandas roubam a cena. O único ponto negativo do Abril Pro Rock foi o fato de ter acabado a cerveja antes do final dos shows, ou seja, muitos cervejeiros como meus amigos ficaram putos com isso, o que mais ouvia era: "Porra, como é que acaba a cerva!!!?".

Comentários

Caralho cara, muito boa sua resenha. MAs se ligue, essa ideia de palco duplo já rolou por aqui no Garage rock nos anos 90. É uma ideia bacana que deveria ser adotada novamente pelos festivais de medio e grande porte. Agiliza legal o lado das bandas e da produção. No mais, tem que rolar um Festival desses por aqui. Até +!
Eduardo disse…
Musikall: Acho que sou muito juvenil, porque só fui nos Garage Rocks da Concha do TCA.

Mas enfim, o que importa é que realmente é uma excelente ideia para agilizar os shows.

Com certeza Salvador merece um festival desses, mas tá díficil.
É isso ai! Na concha não rolou palco duplo, mas nos últimos festivais quando rolou na universidade católica na federação.
Abraço!

Vamos sonhar com um em SSA ehehehe...
Outra, esqueci de te pedir para atualizar o endereço da nossa pagina aqui no seu blog. O nosso endereço mudou para: www.musikall.hd1.com.br

Let's Rock!!!
Eduardo disse…
Musikall: É que não fui nesses últimos. Sim, vou agilizar isso da mudança de endereço.
Anônimo disse…
Faz um perfil tomanacara no Face que eu cancelei meu twitter. hehehe
Eduardo disse…
Beleza, mas quem é você mesmo anônimo?

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