domingo, 2 de junho de 2013

Cobertura: Briga de Vira Latas - Ed. Maio‏


Texto: xDudux

Fotos: Mari Martins

Última sexta do mês já virou tradição em Salvador, é dia de Briga de Vira Latas! A batalha mais sanguinária dessa cidade, a mais primitiva e mais divertida de se ver.

Uma coisa há de falar, o REPBA anda lado a lado, sem essa de disputas bestas e divisões, a prova disso que é que a Briga de Vira Latas anda em sintonia com a outra batalha da cidade, o 3º Round, que acontece na primeira sexta do mês. Pra quem não sabe, os 4 finalista da Briga de Vira Latas já têm vaga garantida na 3º Round, achei essa parceria ótima.

O coliseu dessa verdadeira batalha de MC's não poderia ser melhor escolhido: Estação da Lapa, centro da cidade, com o odor fétido do banheiro da Estação, com a precariedade da mesma, e com diversos transeuntes que olhavam curiosos a aglomeração de pessoas em volta dos gladiadores da rima, que disparavam rimas ácidas e certeiras ao seus oponentes, tentando assim aniquilar os seus oponentes e garantir a vaga no 3º Round e porque não os prêmios da noite, ofertados ao melhor rimador.

Como era de se esperar, a batalha final ficou entre BIG e mais um. Não é desmerecendo os demais, porém quando você vê BIG, o Robsão do REP, no card de alguma batalha de rima, fica esperto que vem uma chuva de rima pra cima de você, o cara ataca como se você uma metralhadora, fuzilando o oponente sem dó e piedade e o pior, faz tudo isso com uma cara cínica e irônica, sorriso no rosto enquanto rima, mais sorriso ainda enquanto escuta o dilacerado oponente, guerreiro por não jogar a tolha, mas debilitado pelo ataque dele, BIG -o sanguinário das batalhas. A surpresa então ficou pra quem seria esse "mais um" que enfrentaria BIG, e nessa noite que teve a dura tarefa foi o MC Bolado, que com muita violência nas rimas foi passando de fases, era tiro na cara, facada na jugular e tome triunfos pra cima dos demais competidores, porém nessa sexta a superioridade de BIG se manteve e mais uma vez ele sagrou-se o campeão da noite.


Como sempre, quem ganha é o REP local, e todos voltam satisfeitos pra casa, depois de uma boa noite de batalha, onde todos os competidores foram corajosos de por a cara a tapa, mesmo às vezes não estando com um flow tão bom assim, mas o importante nesse caso, é evoluir e a cada batalha eu tenho certeza que os caras vão levando lições para casa. Parabéns Vira Latas, vocês representam o REPBA!

Além das batalhas se apresentaram, acappella, Dimano e Ravi (Nova Era), mostrando que qualquer lugar é lugar para o bom rep, seja com batidas, seja no beat box ou seja, até mesmo, acapella. Ravi fez a estação da Lapa esquentar, ainda mais, convidando os parceiros da Sacasó, Felipe Gurih e Spam, para mandar a recém lançada na internet "Bola de Neve" - https://soundcloud.com/sacasocajacity/bola-de-neve-part-ravi - que fez geral cantar junto e ir no clima. Merece destaque também a boa condução dos trabalhos pelo Mestre de Cerimônias Alvaro Réu, que dosa muito bem a hora de empolgar e acalmar o público para que todos possam ouvir bem as rimas disparadas.


Essa é a batalha Briga de Vira Latas e mês que vem tem mais..."Sangue...Sangue...Sangue...Sangue...Sangue..."

sábado, 3 de novembro de 2012

Cobertura: Festival Big Bands 2012



Texto: xDudux

Fotos: Quina Cultural, Igor Filgueiras, Mari Martins

No dia 26/10/2012 foi dado o pontapé inicial para mais uma edição do 
Festival Big Bands. Na sexta não fui, pois estava torcendo pro glorioso leão e no domingo também não deu pra comparecer já que estava na celebração da décima edição da batalha de rimas Maisum, entretanto não poderia deixar de ir a pelo menos um dia desse tradicional festival e me restou ir no sábado (27/10), onde dentre outras bandas teria a gigante Headhunter D.C., banda local de death metal com prospecção e respeito nacional. Sim por esse show com certeza já teria valido à pena minha ida a Praça Tereza Batista, mas ainda teriam outros atrativos nessa tarde/noite.

A banda de abertura foi a Hessel - http://www.myspace.com/hesselrock - banda instrumental local que seguindo nossa tradição de bandas instrumentais é muito boa! Os caras abusam, sem medo de ser feliz, de efeitos e pedais, dando um resultado final que é uma delícia musical de primeira linha, que perfeição. Pronto, o Big Bands já prestou sua função social à boa música, me fez conhecer um excelente feito por um powetrio instrumental que com certeza irá alegrar minha vida por um bom tempo, gostei de cara dessa banda.



A segunda banda veio direto das minas gerais, sim eles são a Festenkois - http://www.myspace.com/festenkois - e fazem um som que mescla o stoner rock com grunge e tem uma peculiaridade que é o baterista assumindo os vocais, nenhuma novidade, porém é algo que acaba chamando a atenção. Confesso que preferi as passagens stoners da banda, aquela melancolia Alice in Chains acabou me dando um pouco de sono e creio que sinceramente esse foi o motivo de não ter me agradado muito com a banda, infelizmente, pois a qualidade individual dos músicos estava explicita.



O festival teve continuidade, com uma pontualidade quase que britânica e organização, a meu ver, impecável. Subia então no palco do Big Bands a banda Bestiário - http://www.myspace.com/bestiariorock - outra banda que também desconhecia e que achei que seria uma banda de metal negro, devido ao nome, puro pré-conceito. A banda também não faz nenhum rock calmo, muito pelo contrário, faixas como "Hecatombe" demonstram toda fúria rocker dos caras, inclusive cabe destacar toda ignorância de Dimmy em sua bateria com um bumbo do tamanho do palco e um tom do tamanho de um bumbo, dá pra sentir que o rapaz não pega leve na batera. A banda deu uma boa aquecida no público de camisa preta que já estava ansioso para o grande concerto da noite.



E com toda pompa de um gigante do metal surge ao palco obscuro do Big Bands uma das mais conceituadas bandas de Death Metal em atividade no Nordeste, HEADHUNTER D.C. - http://www.myspace.com/headhunterdc - assim mesmo em caixa alta porque os caras merecem isso e muito mais pelo compromisso que têm com o metal e por ajudarem a elevar o cenário metal local a um grau que onde você passa e diz que é de Salvador a um banger eles falam com todo respeito sobre essa cena. Os headbangers se portaram de forma altamente exemplar, sem grandes distúrbios e isso num show gratuito, mostraram que de fato estavam ali para apreciar mais um culto ao metal pregado pela Headhunter. Falar de álbuns ou lançamentos que a Headhunter já participou ao longo de sua carreira é complicado, os caras têm uma vasta discografia, mas clássicos como "And The Sky Turns To Black" quando são executados deixam todos em estado de êxtase, ainda mais quando Sérgio Borges (vocal) instiga o público ao stage dive, caralho isso é lindo demais! O show não poderia terminar de forma melhor, um verdadeiro culto ao metal, com uma faixa do novo álbum “...In Unholy Mourning...”, a belíssima "Hail the Metal of Death!" Agora sim poderia ir pra casa descansar mais tranqüilo, pois não tinha acabado de ver um show e sim passar por uma sessão de terapia, das mais relaxantes possíveis.
























Como não só de shows vive o Big Bands não poderia deixar passar em branco a grandiosa presença do selo Frangote Records - www.facebook.com/frangoterecords - no festival. Os caras não pararam no tempo e se reinventaram para combater a baixa na venda de discos e mesclaram sua banquinha com produtos de maior saída que os discos, você poderia encontrar na banquinha da Frangote produtos como: Tangerina, bala de Maçã Verde, Paçoquita, incensos, Derby a retalho e dose de licor de alcatrão. Uma grande sacada essa empresa que só cresce no ramo empreendedorismo. Inclusive a rumores que os caras, após essa idéia magnífica, darão entrevista para Revista Forbes, sobre como diversificar os negócios para combater a crise.

Assim é o Big Bands: Shows e negócios em um só lugar!

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Cobertura: Traz de Fora - Autoramas‏



Feriadão, mulher viajando e eu entediado. Sorte minha ter amigos descolados que sempre arrumam coisas legais pra fazer, tais como ir pro Rio Vermelho (mais uma vez), pegar uma fila escrota pra comer acarajé e resenhar um tiquin. Mas o meu presente do dia das crianças foi o show da banda carioca Autoramas - http://www.autoramasrock.com.br - banda que desde minha adolescência, não tão distante, eu curto. Confesso que não sou um grande fã da banda, daqueles que acompanha a carreira passo a passo, mas gosto muito das músicas antigas, desde do "Nada pode parar os Autoramas" até o "Stress, Depressão & Síndrome do Pânico" e porque não, por sorte, poderia rolar uma do "Motocross", que foi quando eu conheci a banda com um demo clipe que passava na MTV.

E o show foi nessa pegada, uma pincelada por todos os álbuns da banda agradando desde os amantes mais saudosos até o mais modernos. Um público razoável, para um feriado, e comportado se deliciava ao som de faixas marcantes como "Fale mal de mim", "Você sabe", "Carinha Triste" e mais uma pá de músicas novas que pra mim eram realmente novas, pois nunca tinha escutado, mas que me fez chegar em casa ansioso para baixar o álbum mais recente da banda "Música Crocante", álbum este produzido por Gabriel Zander (Noção de Nada/Discoteque). A baixista Flávia Couri, apesar de não ser da formação original se encaixou perfeitamente na banda. O Autoramas não é uma banda fenomenal em seus acordes, mas fazem do feijão com Arroz um prato excelente de se ouvir.

Vale destacar ainda a discotecagem que ficou por conta do produtor Big Bross, que mandou uns Ramones e Bad Manners gostosos de se ouvir, além de Stray Cats e outros rockabilly’s, punx77 e skazinhos marotos.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Oasis Day 2012 - Salvador



Texto: Ciro Sarno
Já há alguns anos vem sendo realizado, no Brasil, o Oasis Day. Em algumas cidades, eventos com programação especial são feitos em homenagem ao grupo, contando com bandas covers e/ou discotecagem, levando os fãs a relembrarem os hits que marcaram épocas.

Na edição deste ano, que ocorreu dia 15 de setembro, Salvador participou pela primeira vez.
O evento foi realizado no Groove Bar, melhor casa de rock da cidade, e o anfitrião da noite foi o sempre fantástico Oasis Cover. A apresentação contou com a abertura da banda Blur Cover, fazendo uma combinação inusitada de covers entre os rivais britânicos.
Foi uma noite de puro rock, com o melhor que o Oasis tem a oferecer neste aspecto. Com um setlist bem escolhido por Ted Simões, líder e vocalista do grupo anfitrião, o show foi conduzido de maneira dinâmica e com surpresas dignas do que a noite merecia.
“Rock’n Roll Star”

A apresentação começou com a música que traduz bem o que é o Oasis, o que significa ser fã da banda e preparou bem o público para o que vinha em seguida. Ted arrumou o espetáculo de forma que a adrenalina não parasse de correr nas veias de cada pessoa presente. A primeira surpresa da noite veio logo na segunda música: “Lyla”. Até o momento não tocada pela banda cover este ano, a faixa roubou alguns berros de satisfação do público, principalmente no empolgante refrão.
O ritmo só crescia, e quem esteve presente teve motivos de sobra pra se extasiar durante o espetáculo. Não faltou nada: “Morning Glory”, “Supersonic” e “Cigarettes and Alcohol” garantiram boas balançadas de cabeça e tiraram muita gente do chão. O bom desempenho na sensacional “Round Are Way” foi mantido, música que tinha sido a grande surpresa da última apresentação da banda. A segunda surpresa da noite veio com um cover do Beady Eye, com sua estrondeante faixa de abertura “Four Letter Word”. O High Flying Birds também marcou presença com o single “Everybody Is On The Run”, talvez o cover mais fiel da noite, que já vem sendo realizado há alguns shows e tem se tornado marca registrada do grupo.
O momento de respiro do show chegou com a belíssima “The Masterplan”, a melancólica “Don’t Go Away”, a esperançosa “Whatever” (essa em especial pra quem foi aos shows de Noel no Brasil esse ano e pode relembrar a emoção de ter ouvido essa faixa ao vivo) e o hit que garante muitos abraços e declarações toda vez que é tocado: a única e incomparável “Wonderwall”. Outra boa surpresa veio com “Half The World Away”, tocada com o novo arranjo “banda toda” que Noel tem feito em sua turnê este ano.
Já encerrando o espetáculo, a imortal “Don’t Look Back In Anger” fez com que a casa tivesse uma única voz, quando todo o Groove Bar cantava em coro o contagiante refrão. “Champagne Supernova” pré-encerrava a noite de maneira fiel às apresentações do Oasis, e Ted deu a oportunidade para que as músicas que não tiveram espaço no setlist pudessem ser lembradas nesta noite tão especial. Uma palhinha de “Live Forever”, “Little By Little” e a eterna “Acquiesce” preparam o público para o “grand finale” e última surpresa da noite. Mantendo o espírito “o melhor do rock’n roll”, o Oasis Cover fechou o espetáculo com “My Generation”, cover do The Who que o Oasis fez tantas vezes em seus shows.

A música final não poderia ter sido mais bem escolhida, já que My Generation define perfeitamente o amor de ser fã. Fã não apenas de uma banda, mas de um ícone que representa toda uma geração. A sua, a nossa, a minha geração. Cheers.

domingo, 26 de agosto de 2012

Cobertura: Como Desistir? (PE) em Salvador.




Texto: Andrei Junquilho

Como desistir? Para mim, como para alguns outros "amiguinhos" meus, é uma pergunta extremamente fácil de responder, mas a questão aqui é: "Será que dessa vez a Como desistir irá desistir do rolê em Salvador?
O telefone toca e olho na pequena tela de LCD do meu "chingling" e eis que vejo o nome de BotÍnho (destaque para o acento no I para que a leitura soe  bem fiel ao sotaque do pessoal de "Ricife"). Ufa! Dessa vez os caras já tinham desembarcado em terras com cheiro de uréia (lê-se Cidade de São Salvador).
Show marcado para um horário bacana, mas de 100 erram-se 109 tentativas e mais uma vez esse humilde e descarado pseudo-escritor/ colaborador estampo as linhas desse blog com a palavrinha que mais tento achar sinônimos para disfarçar o excesso da mesma em minhas resenhas, mas é difícil, então eis que com a tecla "caps Lock" e separada com "hífens" destaco essa zica que acompanha os eventos soteropolitanos. 

O- A-T-R-A-S-O.

Já havia perdido a noção de tempo, não por alteração da minha lucidez, mas por já estar com bem sono, quando os filhos da puta da Eletric Fish Kill Alligator - http://www.youtube.com/watch?v=zlVtbKJXwTs -começam a tocar seu set. Banda nova, nomes bem conhecidos do cenário. Fabão, Rogério e Rodrigo, me despertaram uma certa curiosidade ao ver que não havia contra-baixo no bagulho e que tratava-se de algo instrumental, uma bela junção para pejorativamente usarmos o prefixo de post. A banda soaria como o que? Post Rock, Post Hardcore, Post Punk, Post qualquer porra? Legal o sonzinho dos caras, apesar de modernoso (meus pré-conceitos com tudo que venha a parecer indie). Um ponto a ser destacado é que apesar de o formato + nome da banda + integrantes carismáticos (excluam Rogério dessa) + troncheira proposital + troncheira por falta de ensaio, a banda agradou alguns transeuntes, vagabundos, roqueiros modernos, roqueiros goguentos, punks hyppies, universitários, malabares e todas as tribos sempre freqüentadoras do protótipo da Augusta Soteropolitana.

Findada a apresentação dos EFKA’s, os até a pouco tempo desistentes Recifenses do Como desistir?(PE) - http://soundcloud.com/comodesistir - se preparam para se apresentar em terras soteropolitanas. Como desistir, após passagem comprada? (se bem que na vez anterior as passagens estavam compradas), pés em solos esburacados pelo banho de asfalto do nosso ex-crente e ainda (infelizmente) prefeito João Henrique. Sem mais enrolações, pois não sou que nem o Joãozinho "Viajante", então vai lá... Confesso que nunca nem tinha ouvido a Como Desistir?, não imaginava como seria o som, mas por mera displicência do que por vontade, e estive lá para conferir e conhecer o som dos caras. Muitos amigos presentes e eis que começa o som. Estava bem cansado para perceber detalhes que cercavam aquele evento, mas pude perceber que o bagulho estava ensaiadinho e que o maior problema dos caras foi ter deixado o "MIC" aberto para as falastronices do nosso grande amigo Toinho "Malvadeza" que destilou todo seu veneno ao pessoal que faz banda em SSA vai embora para Sampa e de lá faz música para a sua cidade, exaltando-a e cheio de saudosismo, enfim... essa resenha é sobre o show das bandas e não pela performance bêbada das piadas que Antonio soltava no microfone. Voltemos... Os caras soaram para mim como algo mais emocional, guitars com bastante oitavadas, vocal seguindo essa linha de som e bateria e baixo que intercalavam entre partes mais hardcore/ punk e partes mais cadenciadas. Aparentemente os caras estavam cansados, talvez da viagem? Não sei! Braytner, bem ao estilo Rodrigo, a cada música dava uma explicação à letra, demonstrando todo cunho político presente nas mesmas, além de mostrar ser um bom front man e um cara realmente carismático. Apesar de eu não ser muito lá um ouvinte ferrenho do tipo de som que os caras fazem, e de poucas bandas que seguem essa linha me agradarem, tive uma boa impressão, o que me fez cair junto com eles na sessão Entorte no dia posterior. Lógico que também pelo prazer da presença dos caras.

Após a Como Desistir?, é a hora da Toy Destroyer. Eu, particularmente, estava ainda mais curioso em ver a Toy Destroyer do que a EFKA, em especial por ter um grande amigo e para mim um dos grandes guitarristas que já tocaram comigo na banda. Sorte minha vê-lo assumir as guitars novamente, pois assim como Cecelo (que para mim é o maior guitar de SSA, um grande amigo e que também tocou comigo), Tchanka começou a tocar baixo. Desperdício ver esses caras cometendo uma heresia dessas. Deixemos a rasgação de seda de lado e vamos descer o pau nas bandas, pois agora será obrigatório, já que alguns dos nossos poucos leitores que comentam os posts, acham que só escrevemos coisas boas dos amigos etc. e tal. Detalhe que na resenha da primeira banda a se apresentar destacou-se a falta de ensaio, mas vamos lá. Foda-se se eu quiser falar bem ou falar mal, o importante é entreter e exercitar a escrita para quem sabe eu poder largar a música de vez. Um dia tomo coragem, hein? Encheções de chouriças deixadas de lado e a intro do show da Toy Destroyer me agrada. Uma mescla de Hardcore com música Country sem soar forçosamente macho como o Matanza. Apesar de não soar macho como o Matanza, a Toy Destroyer não me agrada sonoramente assim como os cariocas do Matanza. A idéia é boa, os arranjos de guitar na hora dos countrys são muito bons, Bitchuca segura muito bem as linhas de baixo, Marquinhos estava muito preso cantando e tocando (estou acostumado a vê-lo como vocal somente), e o batera que na minha opinião é bem fraco, chegando às vezes a ser imperceptível a presença dele na banda. Creio que um acréscimo de punch e feeling poderiam ajudá-lo a fazer uns arranjos melhores na batera, o que agregaria mais ao som. Vale ressaltar que é uma opinião dada com um olhar mais clínico e não por gosto pessoal ou qualquer coisa do tipo.

Tudo correndo direito, nenhum equipo quebrado para a sorte de Rodrigo e chegava, teoricamente, a vez da ultima apresentação da noite, a banda Ursa - http://vimeo.com/43431352 . Mulecada nova e ainda com muita coisa a aprender, além de beber e querer ser igual a Fabão (rssssss), mas vejo uma certa vontade que o tempo vai fazer os caras amadurecerem musicalmente e tornar o som melhor. A proposta é boa, as influências dos muleques é igualmente boa, o fígado de Iago ainda está bom, mas não tenho muito a falar sobre esse show. Além dos problemas de execução, ocorreram alguns problemas na guitarra que ficava constantemente parando, e o destaque para mim foi par Iago que estava extremamente bêbado e estava segurando certinho as músicas da Ursa. Espero que numa próxima oportunidade, os meninos estejam mais entrosados e menos nervosos, que executem melhor suas canções, pois eu gostei da primeira audição da música que disponibilizaram na internet, chegando até a comentar com o vocal que ele tinha uma boa vocalização. 

É isso! O tempo ajuda em tudo, ou destrói, né?
Na teoria o show estava terminado, mas como de costume os fdps do Rogério e Rodrigo junto com todos outros fdps (incluindo-me nessa patifaria) estendem a merda do evento, fazendo uma jam session, que meu momento como colaborador mais ativo nesse blog me forçam a desistir de continuar com a resenha.

Eu vim para salvar o Rock, assim como o GG Allin veio um dia.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Cobertura: Sexta-feira britpop no Groove Bar: Oasis x Artic Monkeys



Texto: Ciro Sarno
Quem gosta de rock não pode deixar de conferir o trabalho do Oasis Cover, que tem tocado uma vez por mês exclusivamente no Groove Bar. Sexta passada foi dia deles, e quem foi conferir não teve do que reclamar.
Em um estilo diferenciado para os fãs do Oasis, o Oasis Cover não conta com uma dupla distinta de vocais que representem os irmãos Gallagher. Apesar de contar apenas com um vocalista, o líder da banda Ted Simões, o cover não deixa a desejar. Em seu estilo próprio, Ted conduz o show com muita energia e descontração tocando com prazer clássicos tanto do Oasis quanto do trabalho solo de Noel com sua banda High Flying Birds.
Dando destaque para o terceiro álbum da banda, o Be Here Now, o Oasis Cover abriu a apresentação com a faixa que leva o mesmo nome do álbum, sendo fiel à turnê 97-98.
Poucos eram os fãs da considerada melhor banda dos últimos 30 anos, e a casa parecia repleta de fluorescent adolescents que aguardavam o cover do Artic Monkeys. De maneira descontraída e despreocupada, o Oasis Cover conduziu um ótimo espetáculo, tanto pra quem era fã quanto pra quem só conhecia os clássicos. Singles do Be Here NowStand By Me e Dont Go Away não ficaram de fora, assim como uma das maiores surpresas da noite, a b-side Going Nowhere (single Stand By Me – 97).
Hinos como SupersonicWonderwallWhatever e Dont Look Back in Anger marcaram presença e agradaram inclusive quem estava esperando o cover do Artic Monkeys começar.
Para os poucos fãs, Ted surpreendeu com a b-side Round Are Way (single Wonderwall), com uma ótima performance mesmo sem contar com os famosos metais usados nas apresentações ao vivo dessa faixa em 96.
O Oasis Cover fez uma ótima apresentação, como sempre tem feito, mostrando ter uma banda muito concisa e talentosa: um baterista que faz perfeitamente as famosas marcações marchadas do Oasis, um ótimo baixista que deixa a banda no eixo (inclusive quando algumas “outros” ficavam fora de tempo), um tecladista que teve sua participação prejudicada devido à mesa de som mas que parecia dentro do timing da banda e um ótimo solista/vocalista que não deixa a desejar. O guitarrista base é muito bom e bem preciso no instrumento, mas peca no backing vocal. Um bom exemplo disso que pode ter incomodado alguns fãs foi no primeiro single do Whats the Story Morning GlorySome Might Say, que esse ano ainda não havia sido tocado pelo cover. Nos momentos finais da música, o marcante e frenético backing vocal feito por Noel nas apresentações do Oasis “might say, might say, might say, might say, might say might say might say” não foi feito, o que enfraqueceu a performance que até o momento estava impecável.
Quem pôde estar lá assistiu a uma ótima apresentação, fiel a atitude do Oasis e a entrega que se tem em todas as músicas composta por esse grande gênio do rock: Noel Gallagher.
Cheers!

domingo, 5 de agosto de 2012

Cobertura: Sunday Hardcore



Texto: xDudux

Fotos: xDudux e Mari Martins

Rodrigo falou desde o começo que o ambiente estava parecendo um mausoléu, mesmo sem ele saber exatamente o que é um. Para ele não ficar mais na dúvida eu  trago pra ele o que é uma mausoléu.

Mausoléu: Um mausoléu é uma tumba grandiosa, normalmente construída para um líder ou figura importante que morrera. (Fonte: Wikipédia).

Rodrigo, mesmo sem saber, tinha razão ali realmente estava parecendo um mausoléu, pois os presentes pareciam mortos. Primeiro há de se falar que aquele monte de gente que só sabe ficar de blá blá blá e teorias nas redes sociais não compareceram ao evento,e ainda querem me cobrar seriedade no Facebook, poupe-me! De que adianta eu perder meu tempo discutindo com pessoas desse tipo? Gastar meu português levando a sério pessoas que só sabem falar...falar...e apenas falar, não mesmo! Os poucos presentes ficavam num coro de pica só, para dentro e para fora, não observando devidamente as bandas e quando assim faziam pareciam mortos, de fato o Sunday Hardcore deveria ter se chamado de Mauzoléu Fest.

O show também teve suas falhas, pois marcado para um domingo às 19:00 horas, horário horrível, mas foi o que a casa impôs, ainda atrasou. O atraso se por coisas bobas, o que é pior e não foi culpa dos organizadores e sim de um integrante de várias bandas que tocariam no dia. Mas enfim, vamos aos shows.

A Mapache Man - http://www.myspace.com/mapacheman - sobe ao palco e mostra todo seu punk rock bastante influenciado por Against Me e Fugazi. A influência é clara e graças a Deus que bebem nessa fonte. Além das músicas da Demo rolaram várias músicas novas, que estão ainda melhores, e covers das influências anteriormente citadas. Deu pra dançar um pouquinho agarrado e cantar junto.



Logo após, destoando das demais bandas do line up, a Derrube o Muro http://www.myspace.com/derrubeomuro - veio com seu hardcore pesado e direto. O set foi composto com todas as músicas que não foram gravadas no EP e algumas poucas do EP como "Derrube o Muro que nos Separa" e "De Olhos bem abertos". O show, pra mim, foi foda! Adorei, estava empolgado e apenas lamento que meu parceiro de vocais, Doriva, não pode está presente devido a problemas de saúde, inclusive sua ausência me deixou completamente fudido, fazer as vezes desse safado não é fácil. Para tentar suprir a lacuna, Rodrigo (Guitarra) e Diogo (Bateria) me ajudaram nos bakcs. No final mandamos dois covers: "Eu te Amo", da Sem Acordo e "Freedumb", do Suicidal Tendencies. O cover do Suicidal foi tão empolgante que quase que Diogo acaba o show estragando o bumbo da bateria.




Armengue feito vamos ao show da Busterhttp://www.myspace.com/0buster0 - Definitivamente a Buster se sagra a melhor banda de hardcore melódico dessa cidade, quiçá do Nordeste. Os caras são sensacionais e de uma técnica ímpar. Como eu já imaginava, a banda não perdeu nada dessa qualidade com a troca de baterista, apesar de Diogo ter atrasado o show e de quase ter acabado com o evento ele realmente é um baterista e tanto, daquele tipo que pega fácil as músicas e tem aquela firmeza na hora de tocar. De novidade no set da Buster tiveram a música que saiu na Coletânea Manual de Resistência, "No Self Respect" e um cover do Garage Fuzz, “Embedded Needs”.




A banda de baile que animou minha juventude subia ao palco para mostrar aquele punk rock/post-hardcore que sempre fui habituado e criado ouvindo. O momento mais esperado da noite, ao menos para minha pessoa, era esse afinal são 10 Anos de Patorockohttp://www.myspace.com/patorocko - e vou logo dizendo, sinceramente não foi uma comemoração digna a altura dessa banda. Primeiro foi ridículo ver Rodrigo tocando baixo, o lugar dele na Patorocko é na bateria e pior foi ver Diogo tocando bateria, definitivamente a essência da Patorocko não está em bons músicos e sim em pessoas que viveram a era Patorocko e Diogo não viveu essa fase. Faltaram covers clássicos que a banda tocava, houveram erros ridículos na execução de algumas músicas lendárias e se não fosse por ouvir "ALCA" e "Sociedade" acho que daria um tiro em minha cabeça ali mesmo. Também faltou no show Nilinho pedindo pra tocar "Sonho Médio".




Finalizando o Mauzoléu Fest a banda mais animada e engraçada da noite: Charlie Chaplinhttp://www.myspace.com/charliechaplingoveia -. Nunca dei tanta risada num show, foi o show mais “foda-se o mundo inteiro” que já vi e adorei isso. Pra quem estava esperando a Charlie Chaplin de sempre, com melodias bunitinhas e um set coeso se fudeu, os caras zoaram o show do começo ao fim e pra mim essa é a diferença da Charlie Chaplin para as demais bandas, tipo todos podem querer imitar a sonoridade, estilo e beber da mesma fonte, mas ninguém vai conseguir ser tosco como os caras e transitar por diversos meios tão distintos...êra panquê!!!!! De improviso rolou um cover do Fullheart que até se fosse acapella seria lindo, porque foi uma música que também marcou a nossa geração, acho até que seria mais apropriado ser tocada pela Patorocko. Como já estava bem adiantada a hora resolvi me retirar faltando apenas poucas músicas para esse que considero o melhor show da Charlie Chaplin.
Para vocês que estão lendo e não foram ao show, fiquem sabendo que vocês contribuíram para que não consigamos fundos para trazer uma banda de fora pra cidade, saibam que vocês colaboram para que tudo continue na mesma merda, onde vocês se iludem que colaboram indo aos shows na rua e nos fingimos que está tudo bem porque shows na rua estão sempre animados e tão cheios. Fiquem em suas casas, vendo no Youtube shows das gringas ou em São Paulo e batendo punheta, desejando ter nascido naquela localidade.


domingo, 29 de julho de 2012

Cobertura: Noite Fora do Eixo



Texto: Andrei Junquilho

Fotos: Wilson Santana & Marcelo de Souza

Sábadão à noite boa pedida para uma balada bem no estilo John Travolta, porém fui conferir, mais uma vez, Jason (RJ) em Salvador. Se não me falhe a memória, só perdi o show que foi no Idearium, que por sinal tive noticias que foi péssimo. Imagino que tenha sido mesmo, Barba (bateria) com as baquetas é péssimo! Os outros também não foram assim tão agradáveis, mesmo eu, em uma oportunidade, ter tocado com os caras. Fui feliz em ver a apresentação com o Rafael Ramos e Vital na Blue House, e já sem o Rafael, no Festival Garage Rock com os conterrâneos do Planet Hemp. Ficou na memória esse show.

Chegando ao Rio Vermelho, juntamente com meus companheiros de rolé, paramos na frente do Irish Pub para uma pizza e aguardávamos ansiosamente a apresentação dos cariocas do Jason com seu verdadeiro front man. Enquanto esperávamos víamos uma movimentação lá de fora para a apresentação da primeira banda, a Fridhahttp://www.myspace.com/fridhassa -. Apesar de conhecer três dos integrantes, confesso que o som não me agrada muito e não foi apenas por isso que não entrei na apresentação dos caras, na verdade eu estava afim de socializar e fui sem nenhuma pretensão de resenhar show algum, mas o aperto de mente é maior e eis que estou aqui mais uma vez alegrando as telas quadradas reluzentes do seu computador.




Conversa vai...conversa vem, pizzas, cervejas, água, risadas, gastação, vida alheia e outras resenhas, nos certificamos que a Fridha já havia acabado sua apresentação e como a pizza e a cerva lá fora já tinha sido digerida, resolvemos entrar pra ver a segunda banda da noite, o Pastel de Miolos - http://tramavirtual.uol.com.br/pastel_de_miolos -, uma debutante no sentido literal da palavra, ou melhor, esses "velhinhos" (eitcha que Alisson, Guitarra e Voz, me mata agora) , já dançaram a valsa e estão na flor da idade, pronta para agora descobrir o mundo como o desabrochar de uma flor. Péssimo comentário, mas vamos lá. O tempo de estrada e a discografia dos caras fazem com que mostrem um repertório ensaiadão, além do respaldo dos caras por se manterem resistentes, fazendo o som que gostam, o som que acreditam aqui em Salvador. Me agrada muito o som da Pastel, mas a vontade de ver o Jason com Vital novamente assumindo os mics e sem o Panço me deixava curioso a ponto de o show do Pastel para mim ter passado como o bonde sem freio do Rio. Show foda! 




Parabéns para a Pastel, mas chegou a hora de falar dos caras: "Eu sou carioca, eu sou carioca... Foda-se! E quem se importa?", “A Ascensão e Queda de Cláudio Escória” chegou para os caras, anos em queda, mas agora eis que estão de volta. A ascensão veio com a volta de Vital (vocal) e com o novo guitar que manda bem "pacarai". Dessa vez vou tentar lembrar o nome das músicas, pois eu estava lá de point finger e apesar da perda de memória que tenho, devido ao acumulo de trabalho e estresse cotidiano, faço uma força para exercitar a memória. Nomes serão fáceis, mas a ordem? Aí que vai pegar, mas vamos nessa!!! Surge a “Roda Gigante” e todos no Pub com seus braços esticados, dedos para cima e cantarolando a canção. Incrível como o local parecia pequeno com o pogo. Um verdadeiro mar de gente caindo e subindo ao palco para cantar junto com os caras. Na seqüência rola umas do disco mais novo “Obtuso”, não tão conhecidas da galera como “Dramática” e “Rivotril”, mas em seguida eles emplacam uma cacetada de conhecidas como “Marra de Cão”, “Tem alguém no meu Jazigo”, “3´33”, “A crise”, “Silêncio”, “Ração”, “O Ciclo”, “Eu não matei um Kennedy”, “Que bom que eu não amo ninguém”, “Imagem é tudo sua cabeça não tem nada”, “A bela canção que eu não escrevi”, “Despedida ao volante”, dentre outras que causaram frenesi e exaltação dos ânimos, mas sem briga, nos presentes. Ganhei uns arranhões nas pernas, a garganta rouca e os ouvidos tapados, mas ainda tive a audácia de pegar o mic no final do show e afirmar que o problema todo dos shows ruins que o Jason tinha feito em Salvador foi por causa de Panço, mas Rodrigo contestou e me fez pensar que foi por causa da ausência de Vital. O cara tinha saído e manda bem pacaraí. Ouçam Jason em: http://tramavirtual.uol.com.br/jason .

Dever cumprido, resenha feita, lembrei dos nomes das músicas, corpo cansado de dias seguidos sem dormir direito e toda essa exaustão me faz perder o show da Agressivos - http://www.myspace.com/agressivos -, mas com certeza os caras fazem jus ao nome que carregam a anos.

E como diria o antigo prefeito de São Francisco do Conde: "Sábado que vem tem mais".


quinta-feira, 26 de julho de 2012

Cobertura: Coletivo das Ruas apresenta



Texto: Andrei Junquilho

Show praticamente marcado de última hora, bandas confirmadas não poderiam tocar, e a grade, que parecia comprometida por essas desistências, em algumas ligações foi fechada com bandas de pessoas que fazem parte do Coletivo das Ruas.

Dessa vez sai de casa um pouco mais tarde com intuito de chegar realmente atrasado devido aos atrasos rotineiros dos shows soteropolitanos, mas pasmem! Eis que chego no recinto e o som já estava sendo montado. Palmas para o horário cumprido! Dessa vez falou e fez, hein Digão? Acho que o dialógo inicial da resenha anterior te fez refletir. Pois bem, tudo montado, alguns transeuntes, mendigos, cachorros e ambulantes já a postos, além é claro da primeira banda: Últi Mos (antiga Weise) - http://www.facebook.com/ulti.mos.1 -. Surpreendentemente fiquei na curiosidade e cheio de pré-conceitos achando que o som seria um indie-pós-moderno-universitário com pitadas de samba, bossa nova e samba do recôncavo. Confesso que sou um chato, que ouço muita coisa disso, mas que ando enojado com o cenário daqui, onde somente quem tem espaço são os pseudo-intelectuais, não dizendo que Paulo, Leo e Maicon sejam desse mitiê, mas ando meio cansado de Radiola, Pirigulino Babilake, Ronei jorge e outras mais que fazem questão de serem caxias e maduros apenas por terem influência direta da música brasileira e outros temperos retrôs-pós-modernos (lá vem eu ácido e inventivo a ponto de criar nomenclaturas e aforismos). Deixemos de andar em círculos em nosso textículo e vamos ao que interessa. Destoa troncho o primeiro acorde e fico surpreso com o feeling do bagulho, Sonic Youth, Radioread, Pixies, Ramones, Joy Division? Bate num liquidificador isso tudo e terá uma lisergia sonora, algo bem noise, chegando a soar para alguns ouvidos "True Metal Fucking Hostile" sem educação musical que transitam pela rua calorenta, ensolarada e tropical (aqui não é a Noruega), como guitarras desafinadas. Ótimo!!! Se a proposta é criar sons, ruídos e acordes dissonantes e  a partir da externalização do que os caras vivenciam e escutam, a idéia foi como um soco no ânus, um tiro na têmpora. Muito bacana e bem executado, trazendo cadência, atitude, troncheira, climão deprê e explosão punk, além de geladinho de cachaça, e como diz o velho e massacrante ditado, que não podemos usá-lo quando nos referimos ao Rubinho Barrichelo: "os últimos serão os primeiros". Bora Maiconnnnnnnn.

Depois dos Últi Mos a segunda banda a se apresentar, velha conhecida das Ruas, com seu front man Fabão, um velho conhecido das Ruas do Rio Vermelho e adjacências, Fracassados do Underground – http://www.myspace.com/bandafug -, banda que eu, particularmente, gosto muito, não só pelos cara serem divertidos e bons companheiros e de boa prosa, mas pelo som cru, diretão e sem meias palavras, que executam. O set foi longo, com musicas do split, covers e a repetição da sempre tocada e pedida no Top 10 MTV, “Durmo Acordado”. Quem já viu o show dos caras, sabe como é, para quem não viu, pode até pensar que Fabão tem alguma deficiência na fala, mas é assim mesmo, seu estado natural é não estar sóbrio. Enfim, mas uma ótima apresentação, e dessa vez peculiar, pois não houve confusão quando executaram o cover de “Six Pack” do Black Flag.

Como de costume, por estar sempre resenhando, não posso ouvir boas palavras sobre o conjunto musical que faço parte. Gosto de massagear meu Ego, Dudu, por que você faz isso comigo? Preciso saber que sou bom em alguma coisa mano e resenhando não posso falar que a minha banda é foda, que somos bonitos, apresentáveis, etc. e tal. Mas enfim, eis, que obrigado (lê-se intimado) a fazer a resenha, surge o Tsunami Baiano (SUPEREGO em alta) Aphorism - http://soundcloud.com/diogo-og/aphorism-regozijo -. Já que é para resenhar essa porra, vamos lá. Vou rasgar seda para mim e para meus companheiros, eu me amo! Tô com a estima lá em cima. Brincadeiras a parte e seguindo na seriedade de costume, a Aphorism executou um set tenso, para variar, com músicas que estarão no seu ep, ainda sem nome. Com maior climão Crust/Drone/Sludge/Grind/Post-Rock, integrantes que se entregam aos seus instrumentos, sendo que o que mais se entrega é o nosso querido Rois, lembrando que se a farinha é pouca meu (e da namorada dele é lógico) Pirão primeiro, um grande guitarrista, na minha humilde opinião. Diogo, um grande baterista, mas infelizmente é um retirante, então não podemos encher muito a bola dele, se não influencia o êxodo urbano e a migração alagoana em terras soteropolitanas. Não ofendam-se, politicamente corretos, isso não passa de piada interna! Para finalizar a auto-idolatria, destaco o cover do Nasum, “Inhale/Exhale”, e a auto-flagelação oriunda de influências minhas, que vão desde Hoax a Bubute (Rodrigo Chagas e mics nas calças), passando ainda por uma pequena dose de GG Allin (ainda não chego a tanto, nem sei se há coragem para tal).

Por falar em auto-flagelação, performances matadoras e vocalistas insanos, fiquei surpreso com a apresentação da Dispor - http://dispor.wordpress.com -, pelo menos Antonio (vocal) estava contentão, talvez por seu fiel escudeiro, Vicente "el Grand Cretino" ter passado na UFBA... "Vicente diz: - Passei na Ufba otários. Vocês não! Passei para Letras, mas vou mudar para Sociologia, e vou estudar Antropologia." Isso aí, Vicente, não sei se fico feliz por você ou se fico preocupado. A Ufba não é um bom lugar para quem procurar uma ReHAB, enfim, voltemos ao concerto. Dispor, banda que por mim não acabava, PUNKada de primeira, um set curto, creio que 30 minutos, de vez em quando problemas na aparelhagem, acho que mais por Toinho se bater nos fios, mesa, amps e em Piu (Baixo). Showzaço! Coeso, cruzão, explosivo e com performances Hoax de Antonio, deixando o Príncipe cabreiro de ele invadir a barraquinha e destruir tudo.
Como sempre, não sei e nem lembro nome das músicas, nome de pessoas. Sofro de perda de memória recente, a única lembrança é que mais uma vez o Coletivo das Ruas fez uma ótima confraternização, mostrando que ainda somos resistência na terra que fede a mijo e que predomina a espécie dos Brahmeiros e Praieiros de tattoo mahori, igualzinha a do Léo Santana.

Vida longa ao Coletivo das Ruas!

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Cobertura: Coletivo das Ruas apresenta‏




Texto: Andrei Junquilho

“Rodrigo diz: - Todo show que faço o som, chego três horas antes para montar tudo. Nunca atraso!
Antônio retruca: - Beleza, Véi! (Risos)”.
Após esse dialogo, exatamente dia 07/07/2012, o som marcado para às 19:00 h, pela lógica da conversa tida entre Antonio e Rodrigo, era para Rodrigo está às 16:00 h no local do som. Enfim! Essa conversa só foi para encher chouriça e aumentar algumas linhas dessa resenha. Eis que vamos até a resenha.
Show confirmado na quinta feira, pouca divulgação, embora tenham surgidos algumas polêmicas em torno desse show. Boatos! Simples assim! Tudo isso é bastante costumeiro na cidade que cheira a uréia e crack, mas deixemos isso para lá e foquemos no show do Coletivo das Ruas. Serei rápido e tentarei expressar todo o evento em poucas linhas.

Primeira banda a se apresentar: Renegados of Planet - http://tramavirtual.uol.com.br/renegados_of_planet -, confesso que nunca tinha ouvido falar e fiquei curioso para saber do que tratava-se, porém a primeira impressão não foi lá muito agradável. Achei que pelo tempo de banda, segundo Doriva me contou que já estão juntos a algum tempo, iriam me surpreender, mas o que pude notar foi um pouco de falta de entrosamento. Ensaios, na maioria das vezes servem para solucionar esse problema, mas quem sou eu para dizer que os caras não ensaiam? Apesar desse problema e das músicas dos caras não soarem bem "coladinhas" o público parecia contente e agitava a cada canção que os Renegados tocavam. Ponto engraçado e comentado durante, e após, o show foi a visão que tivemos de um cara com a camisa do Bahia, bastante alegre apesar da derrota do tricolor para o time da Estrela Solitária. Ele pogava estranhamente, parecendo um mamulengo em pleno centro histórico recifense. Sensacional!!! Ganhei a noite, e garanto que Dill também, depois de darmos uma conferida nos "passos descompassados" (paradoxo dos infernos) do carinha que estava pogando.

Após a apresentação dos Renegados, espero que a segunda audição deles me faça mudar a idéia passada nas linhas anteriores, seria a Wändä Cheese a próxima a apresentar, mas como Rodrigo e Rogério iriam apresentar-se com uma banda tributo aos Novos Baianos em um bar (Visca) perto do evento do Coletivo, passamos a bola para eles, para que pudéssemos conferir a reunião da Capitalixo – http://www.myspace.com/capitalixo -, projeto que os caras tinham a tempos e que se dissolveu por motivos que não sei, mas que nesse dia estavam a executar o bom e o velho hardcore. Como sempre fui fã, ou melhor, quase fã, pois não sou fã de ninguém e como Dudu disse em conversa com Dill: "Andrei é quase fã dele mesmo", e é verdade, sou quase fã de mim mesmo... um dia chego lá! Chega de encher chouriça, novamente, e vamos cumprir a promessa de acabar logo com essa resenha em poucas linhas. A formação da reunião foi apenas um duo. Nilinho e Pedro (ex-integrantes da Capitalixo), por motivos particulares não fizeram parte dessa reunião, mas a formação "Cosme e Damião" nos agradou bastante. Executando músicas da fase Nilinho e da fase Pedro, além de covers do Discarga e do Escato (R.I.P) grande expoente do Anarco-Punk nacional. O show foi bacana, ainda contou com as serradas de Mic de Antonio, Dudu e Doriva. Diversão garantida, dinheiro na sacola (Rodrigo poderia ser pastor. Sabe pedir dinheiro, viu?!), e em mim, pelo menos me trouxe uma coisa boa esse show. Pude conferir Rogério tocando hardcore novamente. Esperaria que ele fizesse um dia outro som bagacento, após seu ultimo projeto, Hoje Você morre ter declinado. Ah!!! Ia esquecendo a participação de Carlinhos (Irmão Carlos e o Catado) num cover de "Vou fazer Cocô” do conjunto Garotos Podres. Coisa fina!

Show dos caras acaba, eles levam um dos amps para o Visca, e quem toma a vez é a pior banda de todos os tempos surgida em nossa cidade: Wändä Cheese - http://www.facebook.com/WandaCheese -. Isso mesmo! Eu acho uma merda escrever sobre a banda da qual você faz parte, mas como sendo a "Wandinha" uma banda descompromissada, ruim, zuadenta e sem meias palavras, eis que mais uma vez sou obrigado a fazer a porra da resenha. Cê me paga, Dudu. Na Wändä Cheese existia um clima de reconciliação e um certo desconforto por boatos, o que traria para as nossas cabeças doentes um arsenal de piadas e afins, mas até que fomos maneiros e nos focamos em conseguir a façanha de executar o set list do disco, reduzido a apenas 7 faixas + a intro (músicas contidas no  debut album lançado pelo Selo Russo - The Monster of Zazanov not is Dead, intitulado – “Meu escritório é o Pelô”). Em clima de UFC, inspirado pelo grande piadista Chael Sonnen, deferimos piadas e porradas no público. Wändä Cheese é uma grande pedida para quem tem mal gosto. Um misto de CQC + programa Silvio Santos + Narração de BAVI pela AM + minhas resenhas + Powerviolence. Aposto que Varg Vikernes iria amar tudo isso e iria beber umas cervas com Doriva, além de querer fazer a versão de “Ezra Scriba (aquele que ajuda)”, cantada em sua língua nativa.

Cansado após a péssima apresentação da Wändä Cheese, saio para comer e voltar a tempo para pegar a volta da Orelha Seca - http://www.myspace.com/orelhaseca -, mas a porção extra de leite condensado do Suco 24 h me fez perder o tempo, então passo a bola para quem estava lá para conferir a volta dos caras.
Orelha Seca se aprontando pra tocar, expectativa muito grande de ver após uns anos essa banda, com nova formação, Jobson assumindo a batera, porém como os caras da Renegades tinham que ir embora, eles tinham que levar os pratos, e Jobson (Raçudo) tocou só com o chimbal, pois ele esperava que levassem os pratos pra ele usar, mas isso num impediu da festa continuar, eu particularmente não conheço as musicas antigas do Orelha seca, mas vendo Mano Doris cantar e tocar baixo naquela energia, putz foi foda, mesmo com Monstrinho errando e parando de tocar no meio das musicas eu gostei do show, só falta mais entrosamento.