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Cobertura: All The Rocks

Resenha: Rodrigo Gagliano
Fotos: Promos


Estou já a algum tempo querendo, ou melhor, sentindo a necessidade de escrever uma resenha sobre esse evento. Na verdade desde o mesmo dia quando retornava pra casa do “All The Rocks”, ocorrido no dia 11/06/11 em Camaçari/BA.


O local foi no já conhecido por alguns de nós soteropolitanos, Bar da Cássia. Só que dessa vez com a estrutura montada na área dos fundos do bar, o que ao meu ver possibilitou uma melhor visão dos presentes em relação às bandas. Quem começou foi a Weise http://www.myspace.com/bandaweise - em um show diferenciado. Eles se encontram sem baixista e resolveram fazer um show um acústico com violões (um deles teve que ser substituído por uma guitarra em certo momento, por problemas com amplificação). Tiveram bastante dificuldade no quesito equalização, mas assim seguiram até as últimas músicas, onde acionaram a distorção e o baixo e tocaram as 2 do EP novo mais 1 ou 2 do EP que não chegou a ter seu lançamento físico.





Em seguida veio Charlie Chaplin http://www.myspace.com/charliechaplingoveia - , banda que toco por isso não falarei tão livremente quanto uma pessoa mais “neutra” poderia fazer. Tocamos algumas do “Toque Sínicos” e algumas do EP novo sem título ainda. Um ponto indiscutivelmente bom do show foi a seqüência ritmada na execução das músicas, sem intervalos indesejáveis causado por bagunça (falta de repertório ou os amigos dançando perto dos equipamentos, desligando algum deles). Houve uma conexão legal entre banda e presentes, nada de mais nem de menos, mas o suficiente pra nos sentirmos satisfeitos. Fechamos com “One Armed Scissor”(At the Drive-in), pedido por alguns dos presentes e especialmente por Bogus (The Pivos).


Bom, o que me pareceu é que tanto Weise quanto Charlie Chaplin estavam esquentando a chapa pra o que ao meu ver foi o grande acontecimento da noite. Independente de minha pagação de pau pra essa banda, o show dessa noite em questão foi realmente especial. É impressionante o poder dos acontecimentos espontâneos. Era a vez dos The Honkershttp://www.myspace.com/thehonkers -, eles não se drogaram pra entrar em cena, não estavam com equipamentos diferentes, na formação não tinha nada de novo (apesar de Rogério ter ocupado o lugar de Bruno na guitarra, mas isso já havia acontecido antes) e o simples e humilde fundo do bar virou um cenário perfeito para um show bem animado e enérgico, o que é típico de se ver nos show da banda. O que acontece é que nossa cidade anda tão morta que tem sido difícil fluir algo do tipo por aqui. Até o som funcionava em perfeita sintonia, os vocais de Bubute e Brust, o baixo matador de Thilindão soando gravíssimo nos 2 subs de 18” em contraste com as guitarras. Começaram um show com uma seqüência de covers que me agradou muito e deu um toque diferente, apesar da quebra da frenesi no meio do show com 2 músicas mais “baladas” que eu também gosto mas que achei que deveria ter ficado mais pro final. Mas enfim, fiquei feliz em ver e comprovar que os Honkers ainda conseguem funcionar perfeitamente.




Quem vinha depois dessa apoteose (não é assim que fala)? The Pivos http://www.myspace.com/thepivos -. A banda punk mais foda que já vi por essas terras!!! Das que mais gosto de todos os tempos também, porque não? Talvez merecessem um demérito por estarem a mais de 4 anos na ativa e sem lançar um EP sequer. Gravada mesmo eles só tem uma, que leva o nome da banda. O show dos caras foi foda como sempre, contando ainda com uma forcinha dos amigos da própria cidade que cantam e vibram com as fodásticas músicas próprias. Grava logo cambada!!!




Quem fechou a noite foi a Declinium – http://www.myspace.com/declinium -, mas a esse momento tivemos que voltar pra Salvador, devido ao fato do show ter começado consideravelmente tarde.


Fiz questão de resenhar esse evento, mesmo com tamanho atraso, porque vi uma importância muito grande na funcionalidade dele. Organização preocupada com alimentação e ajuda do custo de transporte, público presente e animado (em sua maioria roqueirões de preto com direito a spikes e agressividade exacerbada, mas tudo bem... não sabem a falta que vocês fazem aqui em Salvador queridos Braus!), som funcional e clima bom! Uma coisa dessas acontecer em plena nova década, pra quem realmente ainda se importa, é de agradecer muito internamente.


Hasta!

Comentários

Parabéns!!Vamos movimentar em SSA...
Let's Rock!
Eduardo disse…
Musikall: Salvador está cada vez pior, quer dizer...pro meu gosto, tem gente que tá curtindo os shows que têm rolado.
Paulo disse…
Eu concordo com dudu! Talvez não pelos mesmos motivos, mas concordo com o que ele disse. Muito boa a resenha! Concordo com tudo nela, também. Só queria salientar que o local e a galera tava dando um clima agradabilíssimo e animador! E lembrar que parte desta responsabilidade estava nas mãos do ótimo dj, que lançou altos pixies e outras coisas mais(algumas que nem conhecia e curti muito também)!
Rodrigo disse…
eh indéa ponveis!!
Eduardo disse…
Paulo: A resenha ficou muito deliciosa mesmo, uma das melhores de cabeção. Porra, o dee jay mandou ver então, se tocou Pixies já tá valendo!!! hehehe
Jota Vieira disse…
Este comentário foi removido pelo autor.
Sérgio Moraes disse…
Eu também não curto o que tem rolado, por isso até nem tenho aparecido para dar uma força e curtir os shows.

Salvador tem esse perfil, tem época que as coisas aqui estão em alta. Qualidade acima da media, não sei o que acontece que derrepentemente, tudo para novamente e os bons shows desaparecem. Eu agosto muito desse set de bandas do show que você resenhou.

Estou reformulando a minha banda, quem sabe voltar a tocar com bandas como a Weise e Honkers. No passado fizemos boas parcerias e a coisa funcionava. "Isso é para quem ainda acredita!" eheehe...
Abraço!!
Dill disse…
Teve Pablo e grupo arrocha pertinho de onde rolou o show e eu não pude ir por causa do show.. Foda! =/

Mas foi du caralho.. Valeu, grande Italo mais uma vez!
rodrigo sputter disse…
bom, há controvérsias que so Honkers num se drogaram-ehehhe

pelo menos eu num me droguei...certamente a maioria dos Honkers tomaram cerva e licor...fumou um cigarro...então são drogas...hehehehehe

talvez alguém tenha fumado além de cigarro...mas é isso...rock!
Rodrigo disse…
hehehe mas ninguem tocou melhor ou pior por causa de maconha... e sobre bebida, naum tinha ngm mamado! mas uq eu falava era de tipo banda q cheira, faz sei la uq, e fica azuada! a empolgação era sobria e verdadeira! isso q quis dizer! ;)
Eduardo disse…
A ideia é dar na lata e morrer aos 27.

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