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Dudu’s Party


Nesta edição temos o prazer de contar com o talento do jornalista Fernando Gomes, do blog PONTE MUSICAL - http://pontemusical.wordpress.com/ - que fez a resenha do show DUDU'S PARTY, e ainda tirou algumas excelentes fotos do evento, se deliciem com uma resenha de qualidade, feita por um jornalista promissor, que entende muito de música.

A maioria das camisas pretas com estampas de visual agressivo se dirigia ao Centro da cidade, mais precisamente à Concha Acústica. Contrariando o fluxo, alguns jovens de camisas não tão infernais se encontraram no Rock Sandwich, na tarde do dia 11 de janeiro, para um show comemorativo ao aniversário de um rockeiro conhecido como Dudu.
Dudu’s Party foi o nome do evento, que começou com a apresentação da Derrube o Muro. O sol ainda lançava seus últimos raios nas redondezas do Rio Vermelho enquanto os rapazes tocavam seu hardcore direto e agressivo. Desta vez, a banda me pareceu com uma sonoridade mais pesada e mais bem ensaiada. Encerraram com um cover do Suicidal Tendencies – assumindo a digna e notável influência -, contando com o auxílio de Sílvio (Demonkätzie) no baixo e de uma maior interação do público.
Alguns minutos depois, dessa vez na guitarra, Sílvio se juntou aos seus três conterrâneos para mostrar o barulho que fazem sob a alcunha de Demonkrätzie. A banda aracajuana é realmente um dos melhores surgimentos do hardcore nacional dos últimos anos. O vocal, apesar do perceptível cansaço, agora acrescenta passagens guturais intercalando as partes mais rasgadas, deixando o som da banda ainda mais bruto. Tocaram músicas de sua demo, canções novas e covers de bandas como I Shot Cyrus e Motörhead.
Charlie Chaplin: rock bom e dançante aliado a apresentações enérgicas. Essa seria uma definição mínima (e, por isso, não tão digna) pra essa banda que, a cada show, parece estar ficando melhor e agradando mais ao público. Fizeram a apresentação mais intensa do evento, com uma interação tão grande com os presentes que, em alguns momentos, se tornava difícil distinguir quem era da banda e quem não era. Enquanto algumas bandas parecem ensaiar cada dança, cada pulinho pra foto e cada “caras e bocas” pra fazer um show bom (e, na maioria das vezes, não fazem), a Charlie Chaplin o faz de forma despretensiosa e com bastante êxito.
Finalizando, uma rápida troca de componentes deu lugar a uma banda não anunciada previamente. Sem apresentações, eles fizeram alguns dos rapazes barrigudos e com 20 e poucos anos se esbaldarem com clássicos do punk rock da década de 80, que embalaram suas adolescências. Ainda que o fôlego de alguns não fosse o mesmo, a energia o foi.
Show bom, com bandas boas, clima de diversão, preço baixo até demais e que terminou num horário tranqüilo pra todos. Isso parece ser cada vez mais raro em nossa cidade, mas quem esteve lá pôde ter de presente tudo isso.

Comentários

Garota do jornal disse…
É, perdi. Resenha na cara!!!! Ainda não tinha lido os texto de Fê. Fantástica mesmo!!

Parabéns, Fernando!! E parabéns, Dudu! É claro..
Fernando Gomes disse…
Sim sim! Já tô sabendo do disco da Hiena, já tá no meu mp4. Em breve vai rolar algo bom no blog pra quem gosta deles.
Aguarde! hehe
E mantenha o costume de dar uns toques por lá sempre q souber de algo! ;]
Os cds da Vivendo do Ócio e Yun Fat eu mosquei de não lembrar!
Tamo junto!

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