Pular para o conteúdo principal

Cobertura: Show na rua com Charlie Chaplin, The Honkers e The Futchers



Há males que vêm pra bem, mas nesse caso... foi um mal que passou pro campo da surrealidade saborosa! Tudo começou há um tempo atrás na ilha do sol!! Mentira... tudo começou com um acerto. Dia 13 de Agosto, a sexta feira 13 de 2010, rolaria no Ponto de Partida, um showzim de rock como outro qualquer, com as bandas The Honkers, Pessoas Invisíveis e Charlie Chaplin (e não “Charles”, como teimava o cartaz). Momentos antes do horário marcado do show: 20 hrs, a notícia. Houve um problema de comunicação interno da casa, e o tal show de sexta feira 13, não poderia rolar mais. Pelo menos, não lá.



Foi aí que se iniciou uma busca incessante por fórmulas mágicas que resolvessem aquela frustrante situação. Até pensar em dividir um gerador que o pessoal do Tarrafa tinha alugado e tava instalando do lado de fora da casa, a gente pensou. A vontade e a necessidade de lavar a alma com um fuzuê roqueiro noturno, se fazia incessante dentro de alguns de nós! E nessa hora, aproveito pra fazer uma ressalva importante sobre pessoas que já não são tão jovens, nem muito menos estão começando agora nessa vida de looser, hehe e mesmo assim, permanecem ativas e cheias de espírito, paciência e sangue de barata pra tomar quebrança e continuar insistindo em ir na direção oposta. Bom, eis que surge a solução: joga uma extensão com filtro de linha no gato da baiana do acarajé (Salve, salve Regina do Acarajé! “A senhora é uma rainha... sem palavras!”), joga uma mesa de som na caixa de baixo pra jogar a voz e o baixo juntos e tá tudo resolvido. Até conseguir resolver esse tudo, já eram 23hrs e impressionantemente, tinha bastante gente na expectativa, todos e todas a postos, esperando pelo que tava por vir. O clima era de ansiedade e atenção, o que não é muito comum por essas terras né mesmo?



Eis que se inicia o rock do final dessa bendita sexta-feira treze! Como a Pessoas Invisíveis não pôde aguardar toda essa confusão ser resolvida, a banda de abertura passou a ser Charlie Chaplinhttp://www.myspace.com/charliechaplingoveia -, que meio que timidamente (como banda inexpert que ainda é), mas com certa espontaneidade, mostrou a todos presentes (inclusive a eles mesmo – estranho eu escrever sobre algo que faço/fiz parte, na terceira pessoa! Hehe enfim..) que nada mais daria errado e que nenhum pepino estaria por vir. Nem pepino breve, nem pepino a médio/longo prazo! Tocaram músicas do ep s/ título-s/ lançamento, algumas novas e covers de NOFX – “Stickin In My Eyes”, que infelizmente nunca foi tão mal executada (boa parte por minha culpa, hehe – snif) e, atendendo à pedidos (e também, pra não fechar com chave de ferrugem), One Armed Scissor do At The (fuckin) Drive (TÁ NA HORA DE TROCAR A FITA!!!). Mas foi isso, senti um clima de satisfação nos presentes (que nos presentearam com suas presenças), graças aos céus.








Pois é... nem a chuva foi pretexto pra pausas ou finalizações. Nessa hora já tocava The Honkershttp://www.myspace.com/thehonkers -. Em um lugar que pra mim é a cara perfeita da banda; na rua, sem palco, sem som com estrutura adequada, somente umas caixas capazes de fazer seus instrumentos (a voz também é um, minha gente) roncar bastante! Mas, ao invés de incomodar, agradaram bastante, até quando a chuva banhava não somente os presentes, como também, a bateria, meus pratos coitados (chuif, chuif –que eu tinha emprestado a Léo), os pedais de Bruno, o baixo de Thilindão, e todo mundo dançando, e se molhando, e se melando, e tudo mais que tinham direito. Foi literalmente, uma legítima lavagem!! Em todos os sentidos possíveis e imagináveis. E a porra do repertório não acabava mais, descarregando uma atrás da outra. De todos os discos, de todas as fases, pra todos os gostos. Puta que pariu... finalmente!!! Uma banda soteropolitana capaz de tocar mais de 1 hora de repertório recheado de músicas próprias, capazes de tirar o pé dos outros, do chão. E como tirou. Foi memorável!! Além de toda alegria e tanta gente reunida, REALMENTE PRESTANDO ATENÇÃO NO QUE ESTAVA ACONTECENDO. Ou seja, bandas tocando. Na rua, inesperadamente, mas... bandas tocando! Gente filmando de celular, de câmera, olhos atentos, não era nada demais, nenhuma celebridade por perto, mas deixou todos assim... um tanto perplexos, um tanto felizes/satisfeitos, ou algo que o valha! Ah, lembrei! Quando cheguei com a mesa de som/extensão, mics e cabos, a baiana (q inclusive lamentou, por não termos chegado mais cedo) já estava indo embora, e no recinto, encontrava-se 2 policiais, inclusive um armado de forma um tanto quanto, chamativa (empunhando uma arma que não sei o nome e tenho raiva de quem sabe), o que trouxe um certo clima de tensão e uma nuvenzinha de dúvida se realmente ia dar mesmo certo, mas que também não foi páreo pro clima de anarquia espontânea e que simplesmente (apesar do esforço e movimento de algumas partes) insurgiu no ar.





Depois dos Honkers, vieram os The Futchershttp://www.myspace.com/thefutchers -, com suas 10 cancões que não irão mudar o mundo (tradução do nome do disco apenas virtual até então, infelizmente) mais alguns covers, com uma rebarba do clima honkeriano e segurando a peteca com uma boa execução e mais um punhado de energia explosiva, e... mais e mais e mais jam, variando as pessoas, gostos e estilos. Houve um certo indício de confusão, mas que com umas conversas simplórias e plantadas, foi eliminado, cortado o mal pela raiz. Pessoal, “vá atrás, você é capaz” como dizia Presto? e “é mais fácil do que pensam, faça você mesmo” como dizia Discarga. Desculpem qualquer coisa minha empolgação, mas tem um quê de sonho realizado nisso que aconteceu, e pelo que vimos, há mais por vir! Até... hasta!







Por: Rodrigo Gagliano

Comentários

Rodrigo Sputter disse…
Poderia falar muita coisa sobre esse som...mas OBRIGADO Gaglianos por terem me proporcionado esta noite...e a tod@s que estavam por lá e se esbaldaram numa noite de rock sincero e verdadeiro...e malandor tb, pq ninguém é de ferro...
Eduardo disse…
Foi lindo!


A Rua é noiz!
Anônimo disse…
The Honkers é foda. Esses caras são exemplo p/ uma cena infestada de cover do Los Hermanos. Tinha muito tempo que não ia no show. Irei em todos agora. Eles precisam tocar mais!
Pena que não rolou Pessoas Invisíveis, fui pro show pra ver eles. O guitarrista do Honkers, que toca na PI disse que o batera (Jera) ia viajar, foi isso mesmo?

Sandro
Eduardo disse…
Com certeza, The Honkers é uma das bandas que tenho mais simpatia nessa cidade, tem outras também...mas os caras são fodas.

Sobre o lance de Jera, se Bruno que toca com ele disse isso, é porque foi isso mesmo.

Abrá!

Postagens mais visitadas deste blog

Cobertura dos melhores momentos do Palco do Rock 2009

Por: Rodrigo Gagliano.


Nesta edição colaborou conosco o Rodrigo Gagliano, membro de várias bandas que foram/são importante para o cenário underground soteropolitano, dentre elas a Charlie Chaplin. O Rodrigo, acompanhou todos os dias do festival PALCO DO ROCK, e teceu suas considerações. DIVIRTAM-SE!

Dia 21/02/09 – Sábado

Primeiro dia. Não curti nenhuma banda. Não é só em relação a estilo, às vezes é algo que não gosto, mas posso ver algo interessante e tal. No máximo na banda grande, mas tinha muito pula-pula, muita braulêra! Na verdade não lembro da banda de Thrash Metal 80´s. Teve ainda, a Pastel de Miolos que tem algumas coisas que gosto, principalmente de coisas mais antigas, como costuma ser comigo.

Dia 22/02/09 – Domingo

Segundo dia. Fui com Íris e Antonio (amigos pessoais do Rodrigo) que queriam ver a primeira banda, Endiometriose. Banda de Feira de Santana, composta por meninas. Tocaram muitos covers em relação a quantidade de músicas próprias.Ponto negativo, pois ficou parecendo q…

Oasis Day 2012 - Salvador

Texto: Ciro Sarno Já há alguns anos vem sendo realizado, no Brasil, o Oasis Day. Em algumas cidades, eventos com programação especial são feitos em homenagem ao grupo, contando com bandas covers e/ou discotecagem, levando os fãs a relembrarem os hits que marcaram épocas.
Na edição deste ano, que ocorreu dia 15 de setembro, Salvador participou pela primeira vez. O evento foi realizado no Groove Bar, melhor casa de rock da cidade, e o anfitrião da noite foi o sempre fantástico Oasis Cover. A apresentação contou com a abertura da banda Blur Cover, fazendo uma combinação inusitada de covers entre os rivais britânicos. Foi uma noite de puro rock, com o melhor que o Oasis tem a oferecer neste aspecto. Com um setlist bem escolhido por Ted Simões, líder e vocalista do grupo anfitrião, o show foi conduzido de maneira dinâmica e com surpresas dignas do que a noite merecia. “Rock’n Roll Star”. 
A apresentação começou com a música que traduz bem o que é o Oasis, o que significa ser fã da banda e prepar…

Cobertura: Pessoas Invisíveis e Gigante Animal na Midialouca

Resenha: xDuduxFotos: Danilo VieiraSalvador passa por uma triste fase de escassez de casas de shows, por isso vale a criatividade dos organizadores de shows em buscar possibilidades em fazer a parada virar. Como puderam observar na resenha anterior, elaborada por Rodrigo Gagliano, o show dos Falsos Conejos foi no Bar de Dona Neuza, que fica no Marback bem distante do Rio Vermelho/Pelourinho (locais onde geralmente rolam os shows na cidade). Com a passagem do Gigante Animal (SP) por Salvador não foi diferente e a criatividade de Danilo Vieira é de se tirar o chapéu. O local escolhido foi a Midialouca, uma loja de CDs e livros bem legal. A estética do local por si só já tava valendo, eu particularmente nunca tinha ido a loja e adorei, comprei dois bons cds lá e ainda vi shows de duas bandas excepcionais. Vamos ao show.
Já tinha uma quantidade razoável, para uma quinta feira, no local e a Pessoas Invisíveis- http://www.myspace.com/pessoasinvisiveisrock - mandava os primeiros acordes, ent…