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Cobertura: SWU 2011

Texto: Felipe Franca
Fotos: Retiradas de diversos sites.

Antes de falar sobre os shows em si, é importante comparar o SWU de 2011 com o anterior, não as atrações, mas a estrutura e diferenças básicas na organização. Serei rápido.

Melhorou:

- Este ano dava pra entrar com comidas industrializadas e bebidas desde que estivessem lacradas. Ano passado você estava obrigatoriamente a mercê dos preços abusivos para comer e beber qualquer coisa por lá.

- O FIM DA MALDITA PISTA VIIIIIIIPPPPPPPP!!!! Sim! Acabou essa merda, finalmente, dá pra ver sua banda favorita de perto com um pouco de esforço sem filho da puta que pagou mais caro ou convidado desinteressado lá na frente. Grade agora só separando os setores laterais.

- Palcos em direções opostas no lugar dos dois ao lado um do outro ano passado. Bem mais legal e ágil para conseguir ter uma boa visão, só tem que andar um pouco mais

- Acesso menos complicado para veículos.

Mesma merda:

- Preços para comidas e bebidas continuam um assalto. Para quem está na frente do palco então é um privilégio pagar R$5 por um copo de água e R$8 por uma lata de refrigerante.

- Sustentabilidade de cu é rola. Única sustentabilidade que tem no SWU é filho da puta se sustentando tirando dinheiro de otário. Vocês viram o preço da água e refrigerante acima?

- Dá pra parar com essa babaquice de nome de palco? Energia? Água? Vento? Consciência? Parece trabalho de ciências em primário. Ridículo, criançada.

Piorou:

- Itu e Paulínia não são tão distantes entre si, mas o espaço em que rolou o SWU 2010 era bem mais simpático. Este ano, além das distâncias enormes percorridas para chegar em qualquer lugar dentro do evento, era um mar de lama filho da puta. Custava tentar achar umas vias alternativas para percorrer ou tentar cobrir as áreas de terra que depois viraram um lamaçal absurdo? Vi uns três infelizes beijando o chão e escorregando naquela porra, eu mesmo quase levei umas duas quedas.

- A área dos palcos principais era asfaltada, mas cheia de buracos, o que criava poças enormes.

- Ao contrário de 2010, com seu declive que permitia quem estava muito longe do palco ver alguma coisa, esse ano era tudo plano. Baixinhos: fodam-se.


Vamos aos shows. Não consegui ver tudo, mas pelo menos os que mais queria consegui, e alguns que não queria também, como em todo festival.


RAIMUNDOS –
http://www.myspace.com/raimundos
Não dou a menor atenção para os Raimundos hoje em dia, mas o show deles foi uma forma adequada de abrir o dia “rock revival anos 90” do SWU. A única banda nacional a tocar nos palcos principais mostrou estar em forma e conseguiu manter o público interessado durante o curto set (pouco mais de 40 minutos). Nunca tinha visto a banda ao vivo, e acho legal ver Canisso e Digão insistindo em manter o legado da banda mesmo sem o beato Rodolfo. “Eu Quero Ver o Oco”, “Puteiro em João Pessoa”, “Mulher de Fases”... já deu pra entender, né? Foi o suficiente pra agradar muita gente que cantou em coro as músicas/pulou pra cacete e não incomodar nem os metaleiros mais extremistas ou os meninos esquisitos atrás de BRMC e Sonic Youth.

BLACK REBEL MOTORCYCLE CLUB – http://www.myspace.com/blackrebelmotorcycleclub



O segundo show gringo do dia nos palcos principais (o primeiro havia sido a


dispensável nova banda do ex-Guns n' Roses farofão Duff McKagan) foi para um pequeno público, mas fiel, se matando na frente do palco. Boa parte dos metaleiros já haviam migrado para o palco do lado oposto para assistir o Down, o que facilitou para os esquisitinhos fãs do rock retrô cheio de reverb e voz suave dos caras. Possivelmente uma das poucas bandas do dia a não ter um pé e meio nos anos 90, poderíamos dizer que eles eram na verdade os únicos representantes da nova “revolução rock anos 00” (ou outro clichê do tipo) ali, e, até certo ponto, os patinhos feios do line-up. O que não quer dizer que era uma banda fraca ou pra menino hipster de Planeta Terra, uma guitarrada deles já faria as garotinhas afrescalhadas loucas por White Lies sair correndo pro colo da vovó.


De qualquer forma, deve ter sido um show esquisito para quem não conhecia a banda, já que a música dos caras (uma mistura calculada de shoegaze, rock garageiro, folk e um pouco de blues bem enterrado ali no meio) pode soar como um rock diretão, mas cheia de detalhes estranhos e com um andamento meio arrastado.


Para quem conhecia? Foi foda! Não estava muito animado para o show, mas após ver os caras de perto tocando bem pra caralho e algumas músicas que ouço há dez anos com tanta competência era difícil ficar indiferente. O setlist eficiente conseguiu misturar muito bem as músicas dos últimos discos (os subestimados 'Baby 81' e 'Beat the Devil's Tattoo') e os greatest hits dos três primeiros álbuns.Leah Shapiro mandando muito bem na bateria (possivelmente a única mulher a subir em um dos palcos principais no dia além da Kim Gordon do Sonic Youth), Peter Hayes (a cada dia mais gordo e parecendo um cruzamento entre Jack White e Robert Smith) era o lado mais quieto da banda, enquanto o Robert Levon Been era o mais animado, fazendo pose e chegando a pular no público durante a fenomenal “Whatever Happenned to My Rock'n Roll”, num final apoteótico. Um ótimo show que, (in)felizmente, pouca gente fez questão de presenciar.


DOWN – http://www.myspace.com/downnola



Apesar dos discos dos caras serem tecnicamente competentes, para mim o Down raramente funciona em estúdio, ficando no meio do caminho entre realmente ser uma grande banda e uma curiosidade pós-Pantera.



Ao vivo? É um monstro sujo, podre e escroto, impossível de ser controlado, especialmente pelo porta-voz/mentor insano Phil Anselmo. O carisma do sujeito e a interação com o público era uma das melhores coisas do show, mas a música não ficou atrás um segundo, já que a trupe de velhos loucos do gentleman Anselmo (sempre com uma bandeira do Brasil no bolso, de dois em dois minutos cuspia e largava catarrões no palco e espancava a própria testa com o microfone até criar estigmatas) fazia tudo que soa apenas decente no álbum massacrar os ouvidos com uma exatidão admirável.



Não esperava muito desse show, mas fui devidamente posto em meu lugar. Tocando o 'Nola' quase inteiro e quase na ordem do CD, nenhuma dos dois discos seguintes, os caras fizeram um show massacrante, com direito a uns três moshpits próximos a mim, possivelmente vários outros em outras partes da platéia. Para completar o estrago, após Anselmo claramente ter a honra de ver um cara com uma tatoo do Pantera que atravessava todo o peito tivemos a oportunidade de ouvir uma pequena cover de 'Walk', o momento mais bruto do show, mesmo nem tendo sido a música inteira. Para a última música, 'Bury Me in Smoke', pra avacalhar de vez, Duff McKagan sobe ao palco com sua banda e assumem os instrumentos, enquanto os caras do Down pulam e zoam de um lado pro outro. Surreal.


Após o show, Anselmo mais uma vez se dirige ao público brasileiro, sozinho no palco, e apesar de fisicamente parecer um ex-presidiário pronto pra treta, mostrou ser um frontman sangue bom e um dos mais interessados em se comunicar com o público. Mais um grande show, e era só o começo.


SONIC YOUTH - http://www.myspace.com/sonicyouth



Antes de falar do show em si, devo dizer algumas palavras sobre o Sonic Youth. Para mim é uma das melhores, mais consistentes e provocativas bandas da história do rock. Após 30 anos de estrada, quem consegue manter o nível com grandes cds, ser uma puta banda ao vivo e agradar/incomodar tanta gente quanto eles? Com todo o papo do divórcio da Kim Gordon e do Thurston Moore e a banda possivelmente acabando, ninguém sabia realmente o que esperar. Depois do REM esse ano, é um puta baque. Se este foi realmente o último show deles (acho que não) foi um puta final.


Após o fim do riot provocado pelo Down, tentei aproveitar ao máximo chegar na frente do palco, mas a porra do lugar já estava infestado por fãs pentelhos e fedorentos (literalmente) do Megadeth, que tocaria no mesmo palco em algumas horas. Tentei pelo menos ficar perto da grade lateral e me embrenhar entre os malditos. Era óbvio que, assim como havia ocorrido na dobradinha Yo La Tengo/Cavalera Conspiracy no ano passado, os metaleiros pau-no-cu-putinhas-do-Dave-Mustaine se incomodariam com a música minimamente arriscada do Sonic Youth e vaiariam e chorariam para acabar logo.
Com um atraso de vinte minutos e com a chuva apertando, o Sonic Youth sobe ao palco para abrir o show com uma música que deixou boa parte do público demente de camisa preta mordendo a bochecha de raivinha: 'Death Valley '69'. Música com um dos riffs mais reconhecíveis da banda, mas perdida lá no começo da discografia deles, já mostrou a que vinha. O show não foi pra agradar quem não conhecia a banda, música difícil, dissonante, desafinada e provando que art-rock com atitude punk serve pra deixar metaleiro merdinha de quatro lambendo farofa do chão.


Dois baixos e duas guitarras durante todo o show, Thurston Moore muitas vezes parecendo estar possuído, Kim Gordon colocando todas as vocalistas de qualquer banda atual no chinelo como uma tiazona louca e escandalosa (oiCourtneyLovemorrepralásuadisgraça) e Lee Ranaldo sempre humilhando na guitarra... não vou passar muito tempo falando do setlist, mas colocar 'Sugar Kane' e 'Teenage Riot' pra terminar o show, e no meio disso tudo só músicas para iniciados (e não menos matadoras) é a cara deles. Após isso, para finalizar, uns dez minutos de microfonia, guitarra sendo arrastada pelo chão, baixo jogado nas caixas e um bando de Megadetheiros chorando por seus ouvidos que haviam sido estuprados uma vez na vida por música boa. Até ali o melhor show da noite e um dos melhores da minha vida, saí ao mesmo tempo feliz por ter tido a oportunidade de uma vez na vida ver uma das minhas bandas favoritas de todos os tempos a poucos metros de mim e triste por saber que aquele poderia ter sido um dos últimos shows deles.


PRIMUS – http://www.myspace.com/primus

Um dos CDs do Primus se chama 'Pork Soda' (Refrigerante de porco, em tradução livre e tosca) e o Primus é realmente um refrigerante de bacon. Vem aqui que te explico...
Pra que vou tomar um refrigerante de bacon? Pode até ser bom, pode ser a melhor bebida do mundo, mas você tem que ter um gosto muito específico pra gostar de uma porra dessas. Eu prefiro tomar um refrigerante que preste ou comer bacon de vez.


Mas o Primus é isso. Uma ótima execução para uma péssima idéia. Os caras tocam pra caralho, especialmente Les Claypool, o manda-chuva da banda. Um dos maiores baixistas de todos os tempos. Mas a serviço de quê, mesmo? Do Primus.


O Primus é uma mistura grotesca de funk, prog e vocal tirado de alguma interferência de rádio dos anos 40. Grotesca também é a decoração do palco, (única banda com o Faith No More que teve algum tipo de objeto cenográfico) com seus dois astronautas gigantes e também animações psicodélicas no telão. Ao contrário do Faith No More, no qual o palco e seu decór serve como um contraponto para a demência da música, a única utilidade era confirmar que o que está sendo visto ali não passa de uma torta de queijo frita em banha de fetos com síndrome de down. Claro, tem quem goste de nadar no mar de queijo e bizarrice do Primus com sua mentalidade de 11 anos de idade, e parabéns pela coragem. Não aguentei três músicas e fui comer e beber um refrigerante que não fosse de porco.


CRYSTAL CASTLES – http://www.myspace.com/crystalcastles

Único show que vi no palco secundário (infelizmente não deu para pegar o Ash ou The Black Angels), cheguei um pouco antes do fim do show anterior, do japonês animadaço e alucinado poser Miyavi, mas que depois de dez minutos já estava cansando. Só o Miyavi no palco com seu ótimo baterista que, por algum motivo, tocou de cueca. Hora de preparar pro ataque do Crystal Castles, com seu electro-punk dos infernos (ou do Canadá, como queiram).


Do Canadá, também, e que eu nem lembrava que tocaria em breve, era o Simple Plan, atração principal da noite no tal New Stage, logo depois do Crystal Castles, o que encheu o público de meninas emo(a) chatíssimas. Felizmente não estava tão concorrido, então deu pra pegar um bom lugar no centro e não muito distante do palco.


Com um atraso sacal de 25 minutos um dos técnicos de som corria como um desesperado de um lado para o outro e reclamando de tudo. Isso porque a porra só tem uma bateria, um teclado e synth e um microfone. Realmente, precisava de mais duas horas extras pra acertar tudo isso.


O show começa com o som péssimo, mal dava pra ouvir o vocal, as bases extremamente altas e estourando, impossível discernir qualquer sample, que é uma das maiores qualidades instrumentais e diferencial da banda. Foda-se. Eles (e ela) tocam assim mesmo. A Alice Glass pulando insanamente com seu microfone é o único sinal de vida no palco. O baterista mal é visto lá no fundo e o tecladista/synthmaster Ethan Kath fica enterrado no seu hoodie tocando sem dar a mínima para nada. Foi o único grupo no SWU que não deixou o show ser filmado ou fotografado.


Conseguindo reconhecer as músicas apenas quando aumentam um pouco o vocal (ou quando as fãs imbecis do Simple Plan ao meu lado param de falar por alguns segundos), já na segunda música a querida Alice pula no público sendo segurada por alguém da equipe dela. Mesma coisa na terceira música. Na quarta música ela resolve ficar no palco mais tranquila e rebolativa. E após 35 minutos disso o show acaba. Assim como o HEALTH no Coquetel Molotov em Salvador este ano, num show extremamente curto (no caso do CC graças ao atraso em começar), o Crystal Castles pode ser visto como complementar, até pela história das duas bandas se cruzarem (uma das músicas mais famosas do HEALTH foi remixada pelo Crystal Castles e se tornou uma das mais famosas deles). Não foi ruim, mas não foi grande coisa. A impressão foi de ter testemunhado um robô esquizofrênico se jogando na parede por prazer, o que é bem interessante, até certo ponto.


STONE TEMPLE PILOTS – http://www.myspace.com/stonetemplepilots


Após o show do Crystal Castles, só consegui pegar as cinco músicas finais do Stone Temple Pilots. Não perdi muita coisa, já que pelo visto o Scott Weiland estava, além de classudo com seu terno bem cortado e, como sempre, fazendo bastante pose, extremamente blasé no palco, de vez em quando soltando uns sorumbáticos 'thank you' entre uma música e outra.

O público estava animado com todos os hits que ouvi, mas ao final do show se mostrou decepcionado por ter sido meio curto. Foi só esperar acabar para pegar um bom lugar no show mais esperado da noite, o Faith No More.


Enquanto rolava a preparação do palco para o Faith No More (um espetáculo à parte com tudo branco e inúmeros jarros de flores num exagero fenomenal) começava o que foi possivelmente o show mais tedioso da noite e que vi a contragosto nos telões à minha frente.

Quem aí gosta me perdoe, mas não consigo ver a graça no Alice in Chains. Não é exatamente metal, não é exatamente grunge. Eu acho um 'hard rock' modorrento chato pra cacete. Não gostava do Layne Staley, e o novo vocalista lá só serve pra fazer uma imitação decente do cara, apesar de ter presença de palco. Não acho o Jerry Cantrell um grande guitarrista, apenas bom. Das bandas que saíram de Seattle no começo dos anos 90 considero a mais chata, com honras. Consegue ser pior que Soundgarden.



E o que tinha de viúva chata da banda por lá não era brincadeira. Era competição séria de camisas Megadeth X Alice in Chains.


Começou até bem com 'Them Bones', mas até o final, as viúvas do Alice saíram bem mal, já que pelo menos um terço do show dos caras foi dedicado a tocar balada chata. Claro, tinha um 'Man in the Box' ali no meio e terminaram com 'Would', mas foi um porre. Digno da banda.


FAITH NO MORE – http://www.myspace.com/faithnomore

Chegada a hora. Ou era o que esperávamos. Após um puta atraso para começar, me entra no palco uma porra de poeta pernambucano falando merda com merda num sentido bostético complementar em si, um belo momento em que todo mundo mandou o desgraçado tomar no cu e a mãe dele foi amaldiçoada pro resto da vida, merecidamente. Após uns dois minutos em que o sujeito foi mais xingado e vaiado que todos os juízes de futebol em campeonatos brasileiros nas últimas décadas, finalmente entra a banda no palco.


Num pequeno instrumental de 'Woodpecker from Mars', Mike Patton aparece completamente trajado de pai de santo loucão, com direito a chapéu, colares e bengala. Pra foder tudo logo, emendam o instrumental com 'From Out of Nowhere' e 'Last Cup of Sorrow'. Foi o suficiente para esclarecer que aquele era o show da noite e deixar tudo que é metaleiro mau chupando o dedo.


Como se não bastasse, Mike Patton ainda tirou muita onda falando em português decente (com alguns erros, obviamente), mas sempre indo além do manjado “obruigadou” e ainda se referindo ao lugar do show como Paulínia (o único artista gringo da noite a fazer isso). 'Evidence' foi cantada inteiramente em português. Na boa? O Mike Patton é o Bono Vox do rock, capaz de ser o melhor frontman da atualidade, tanto falando com o público quanto cantando. Cantando ou gritando mesmo, porque o que berra o filho da puta não é brincadeira.


O show durou aproximadamente uma hora, metendo hit atrás de hit, sem perdão. Após uma versão de 'Just a Man' com direito a coral, um bis com 'Digging the Grave' e cover do Burt Bacharach. E ainda tinha gente reclamando que não tocou 'Falling to Pieces'? Tudo bem, faltou também 'Be aggressive', que teria sido muito legal com o coral. Mas foi o melhor show do SWU, possivelmente o melhor show gringo do ano em todo o Brasil e uma injeção de insanidade necessária num rock/metal meio tradicional que reinou no dia.



E após mais um ano de pés destruídos e absurdos preços, só esperar por 2012.




Quem toca, hein?

Comentários

Dill disse…
Faltou falar sobre a pagação de pau do Mike Patton pelo Palmeiras, né grande irmão? Todo mundo sabe que ele é palmeirense!
Rodrigo disse…
swu???

cade a resenha do tomanacara disgraças???
Eduardo disse…
Dill: Grande merda!

Rodrigo: Tenha paciência, ordem cronológica conhece?
Thomas disse…
Fui no SWU de 2010 e pelo pouco que vi em relação aos shows e não a estrutura por tras, foi melhor que 2011. Claro que tem sempre um show ou outro que serve pra dizer "puta merda, esse é o show" mas espero que em 2012 melhore.
Sobre os preços, é uma pena saber que comida e bebida nunca vai mudar.
Eduardo disse…
Eu não fui em nenhum dos dois, mas pelo menos pela grade está evidente que 2010 foi bem melhor.

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