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ÚLTIMO ATO...


Geralmente velórios são tristes, mas esse foi recheado de alegria e diversão, trate-se do ÚLTIMO ATO... evento que a priori serviu para marcar o fim da banda Contenda, para tanto os caras convidaram mais 04 bandas e fizeram um verdadeiro fuzuê nas dependências do Irish Pub (Barra).

Saí um pouco tarde de casa, não botava fé que o show começaria no horário previsto, para minha tristeza estava certo, ao conversar com o pessoal descobri que o evento antes marcado para as 19:00 horas, em verdade começaria às 21:00 horas, de pronto pensei que não teria ninguém para ver o show devido ao horário, dessa vez minha suposição foi falha.

Pontualmente atrasado, às 21:00 horas, inicia-se o evento com a promissora banda JONAS. Muitos dos presentes estavam tendo o primeiro contato com a banda ali, e pelo que vi a recepção foi boa. Jonas, ao meu ver, foi uma das poucas boas novidades desse ano de 2009. A banda é estupidamente boa, bem ensaiada e com as letras em inglês casou perfeitamente. Soube que a banda está compondo em português também, espero que mantenham ou melhorem o nível. Durante o show alguns probleminhas técnicos, porém Marcelo Adam (Guitarra/Vocal) não deixou a peteca cair e mandou clássicos como Zezé di Camargo & Luciano, conseguindo arrancar coros de parte do público. A Jonas finalizou a gravação de seu primeiro registro a pouco tempo, estamos ansiosos a espera desse material.

Esse show agregou algumas vertentes do underground, uma delas foi o hardcore da banda LUMPEN, estava com saudades de um show dos caras aqui em Salvador, parece que Salvador ultimamente não tem sido generosa com as bandas de hardcore. Poucos shows, espaços escassos, público do mesmo modo, contudo algumas bandas vêm resistindo e consolidando-se ao longo do tempo, uma delas é a Lumpen. A banda pretende fazer dois lançamentos ainda esse ano, o CD intitulado "Straight Edge" e uma mixtape apenas com covers de bandas que os membros já integraram ou que de algum modo influenciaram a banda, esse material também já tem nome e será "Quintessência Profana", e é com alguns sons que sairão nessa mixtape que a Lumpen vem se apresentando. A banda executou uma versão da música "Na Caminhada", da Versu2 que ficou bem no estilo das bandas de hardcore de NYC, tocou ainda covers das bandas Lisérgia e Adcional. O show contou ainda com a participação de algumas mulheres nos vocais, como por exemplo Carol (Égregora), que co certeza deu um toque diferenciado na apresentação, criando um clima agradável, por fim, fecharam o show com um clássico do hardcore baiano, "Eu te amo", da extinta banda Sem Acordo.

O clima começa a ficar pesado e frio. Sim, era a hora do velório, com uma introdução bem "sludge", a CONTENDA começa o ritual que encerra de vez (?) a caminhada da banda. O clima de velório acaba ai. Executando as músicas do único material lançado, "Incompreensível", a banda mostra o porque deixará muitas saudades. Depois de 03 anos de hiato, a Contenda mantém o vigor e o som caótico que sempre se propuseram a fazer. Músicas quebradas, rápidas com uma alternância de vocais excelente, é uma pena que algo tão bom tenha acabo. Sim, queria mais alguns shows de despedidas deste, fiquei tão empolgado que até "moshei", o cataficha comeu no centro (risos), foi bom ver o sorriso de algumas pessoas que sempre acompanharam e apoiaram a banda, não parecia uma despedida e sim uma belíssima volta, e foi assim que transcorreu toda a apresentação da banda. No final Roberto Gomes (vocal) indaga Andrei (Vocal) sobre o que tinha achado do show, a resposta a melhor possível: "Uma merda, como sempre".

Agora era a vez de acalmar um pouco e ouvir a banda OCARINA, acalmar? Ledo engano. Fiquei impressionado com a empolgação do vocal, Gil, nesse show. Foi surpreendente pelo foto de já ter assistido outras apresentações da banda e sempre ter visto os caras bem comportadinho no palco, mas esse, definitivamente, não era um show comum. Gil, saltitava, se jogava ao chão, subia no balcão do bar e tudo isso sem perder o ritmo ou errar. Outra coisa que percebi nessa apresentação é que algumas músicas receberam arranjos novos, e estão bem melhores. O ponto "negativo" do show, talvez tenha sido uma das músicas no final, "fechar os olhos" (?) que deu uma morgada na apresentação enérgica dos caras, contudo, conseguiram se redimir tocando o hit "O fim da história". A banda promete lançar, ainda esse semestre, o primeiro álbum deles que já está completamente gravado e mixado, dependendo apenas da prensagem e da conclusão da parte gráfica. Como podemos ver esse ano ainda terão diversos lançamentos significativos na cena local

Como já tinha passado, e muito, do horário dos ônibus que rodam para o meu bairro passar peguei uma carona até próximo meu bairro para de lá pegar um táxi, por isso, não pude ver a apresentação da City in Flames. Entretanto, nosso grande colaborador, Rodrigo Gagliano, estava atento a essa apresentação e passa agora a relatar como foi o show dessa banda.

A árdua tarefa de finalizar o evento ficou a cargo da City In Flames. Árduo neste caso, pelo fato do horário marcado meio tarde (considerando a cidade em questão), ter rolado como citado a cima um generoso atraso de 2 horas, apesar de compreensível, pois foi o horário que o público realmente começou a chegar. Com isso as pessoas já estavam super preocupadas com suas conduções e/ou caronas indo embora. Enfim, boa vontade de ver a última banda do show não foi suficiente desta vez. Porém, fizeram uma apresentação sem parecer se abalar com a subtração do público até então presente. Apesar do clima não muito favorável, buscaram animação interna (talvez um tanto na pouca externa que havia - o fã e fotógrafo Coala, tirando fotos e moshando ao mesmo tempo) e cumpriram o papel de encerrar o "Último Ato", sem reclamações e chatices. Parabéns por isso, meus caros!"

O Toma na Cara, parabeniza a todos envolvidos nesse evento, que com certeza marcou um bom início de semestre com bons shows. Até um próximo furdunço.

NA FOTO: CONTENDA

Comentários

Gil disse…
Bala como sempre!!
Beslard disse…
Pelo que li, mais um bom show que perdi. E no caso da Contenda, infelizmente, não há esperança de um próximo som. Ótima resenha.

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