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ENTREVISTA COM ROBSON "véio" (LUMPEN)


Como muitos já sabem a Lumpen encerrou suas atividades, a última apresentação da banda ocorreu no dia 06/03/2010, junto com a banda norte americana War Cry, que estava em tour pelo Brasil. Antes de sequer sabermos do fim da Lumpen, tínhamos feito essa entrevista com os caras, particularmente era um grande desejo meu ter uma entrevista dessa banda tão importante para o cenário hardcore nacional aqui no Tomanacara, e rolou! Abaixo vocês tem as respostas dada por um dos vocalistas da Lumpen, Robson "veio", espero sinceramente que vocês aproveitem essa entrevista, não só para mero entretenimento.

1. Podemos dizer que a Lumpen, atualmente, é a banda que representa a velha escola do hardcore soteropolitano, ao menos do meu conhecimento a maioria das bandas da época da Lumpen deixaram de tocar, e vocês estão ai resistindo a tendências e ultrapassando gerações. Quanto tempo de banda e qual a fórmula para continuar na ativa depois de tanto tempo?


Bem primeiro queria agradecer pela entrevista e falar que é muito importante pra mim ver iniciativas independentes serem levadas de maneira honesta e corajosa como o Toma Na Cara... A Lumpen tem uns 7 anos, mas posso dizer que ela é fruto de uma semente que começou a germinar a muito tempo. Não gosto de marcar pontos iniciais, por acreditar no eterno movimento das coisas mas se assim desejarem; nascemos do casulo da No Deal e da lagarta da Sem Acordo para nos tornarmos este ser hibrido de hoje. Bem, a formula para continuar é complicada pois além de tocarmos juntos temos uma relação muito intensa, vários já moraram juntos, que se por um lado ajudou bastante acredito que atualmente tem trazido muitos problemas, o que acabou por resultar no final da banda (a demora em responder a entrevista se deu por termos que resolver esta questão). Um deles é a dificuldade em tratarmos de assuntos mais práticos sem nos ferirmos. Mas como perguntou, toda vez que pensamos em parar de tocar acontece uma proposta de tour como a Um Só Caminho, shows intensos, coisas e pessoas que nos impulsionam (Salve Pequena Ameaça!!!) ou uma entrevista como esta que nos mostra a importância que acabamos tendo para alguns. Isto nos fez continuar tentando equilibrar as coisas mas chegamos, em minha opinião, ao limite sustentável.

2. A lumpen teve diversas formações, qual motivo das trocas e o que acham da atual formação? Sentem muita diferença com o fato de atualmente contarem apenas com uma guitarra? No processo de criação, o que muda?


Trocamos de formação devido ao que falei acima. A formação da banda passou por um processo muito forte onde todas as pessoas se conhecem a muito tempo, criando vínculos e códigos que se tornaram difíceis de outras pessoas compartilharem, não por não darmos oportunidade, mas por elas acharem tudo pronto e não compreenderem a caminhada que traçamos para construir o que temos. Na realidade me tornei muito cético em relação às pessoas, hoje espero fazerem primeiro para ver se acredito e olhe lá?!. Nem todas as pessoas sabem saborear os presentes que o universo oferece. Quanto a tocar apenas com uma guitarra tornou o som um pouco mais vazio, mas na balança valeu mais do que enfrentar todo o processo de novo, até por que já brigamos bastante entre a gente e mais gente só iria piorar, hahhaa Criação? Se está falando em músicas a última que fizemos foi a versão de "Na Caminhada" da Versu2. Como sempre optamos por fazermos as coisas de maneira apaixonada, os distúrbios acabaram não impedindo que fluíssem novas musicas causando um incômodo que impossibilitou dar ínicio ao novo disco que se chamaria "STRAIGHT EDGE".

3. Não sei se vocês sentiam isso, mas logo quando a Lumpen surgiu era meio que o "patinho feio" da Estopim Records, todavia com a saída do Lucas Galvão, e o lançamento do CD "Pelo bem da humanidade diga não a paz", a banda virou um dos carros-chefes do selo, inclusive alcançando uma notoriedade a nível nacional, o que acham que aconteceu? Ressalto que gosto mais da gravação do split 4 cavidades que a do CD, mas isso é gosto pessoal mesmo.


Você é maluco,hahaah Aquela gravação é mauzona hahaaa. Bem, a Lumpen surgiu com a proposta de dar um “Upgrade” na Sem Acordo mantendo/aprofundando o seu cunho político através de uma crítica mais acirrada de aspectos do cotidiano e adicionando o fato de sermos uma banda Vegan straight edge. O CD "Pelo bem da humanidade diga não a paz" foi feito de maneira bem pensada e calma pois não queríamos apenas pelo fato de Fabiano fazer parte da banda e ser dono da Estopim lançar algo muito rápido. Como diz Marechal: “Cd é só matéria/minhas rimas ferem seu espírito”. O fato do cd ser bem recebido acredito que se deve a ser sincero, forte e verdadeiro. Não pensamos em ser popular, em ser agressivos, político ou nada em especial, nada disso, apenas fomos fazendo e muito do que vivíamos, entre amores e dores, está nele por isso tocou tão forte em algumas pessoas. Já ouvi várias pessoas falando o quanto ele e a Lumpen influenciaram para que mudassem suas vidas e isto pra mim me faz continuar na missão. Talvez não falasse isto a tempos atrás, assim “em público”, mas tenho aprendido que não posso carregar uma falsa modéstia, afinal temos que assumir os deslizes que fizemos e por que não as coisas positivas?

4. Falando em lançamentos, comentem um pouco cada lançamento da Lumpen.

Bem, apesar do tempo que temos, pouca coisa foi lançada. Basicamente é o material do 4 Cavidades, o CD "Pelo bem da humanidade diga não a paz", o clipe da mica “O Processo” e a Mixtape "Quintêssencia Profana". O Quatro Cavidades foi gravado nas pressas, naquela de registrar um momento de transição, por isso foi pouco pensado mas tem gente que gosta, né DUDU? ,hhahaa. O CD "Pelo bem da humanidade diga não a paz", como disse acima, é um registro mais pensado, com mais calma e acredito que conseguiu, dentro do possível, colocar nossas emoções e anseios de uma maneira que as pessoas que estão distantes tivessem oportunidade de compartilhar estes anseios e retribuir com críticas, elogios e principalmente pegando o que presta nele e levando para transformar aspectos de suas vidas em direção a algo mais positivo. A Mixtape surgiu como uma desculpa para nossa estagnação em compor e acabou virando esta coisa maravilhosa! A Idéia inicial era conter 12 musicas, sendo 6 de bandas que já tocamos e mais 6 de bandas que nos influenciaram, mas devido aos desencontros diários acabamos fazendo 5, com exceção da versão de "Na Caminhada" do grupo de rap Versu2. Usei a idéia de usar aspectos do Rap, por isso começamos com uma base com colagens de filmes e seguimos com material de entrevistas, show, quadrinhos etc... tudo isto em uma faixa continua de 24:04 min.

5. Sempre achei a Lumpen, desde o início, com uma pegada repcore, e de uns tempos pra cá a Lumpen tem feito um elo de ligação entre a cultura do hip hop e do hardcore, ambas vindas das ruas, inclusive recentemente entraram em turnê com as bandas de rap Versu2, Arterisco - http://myspace.com/coletivoarterisco - (projeto paralelo dos Robsons) e o MC Marechal (RJ), como se deu essa aproximação? Enxergam uma semelhança entre o hardcore e o rap?


Na real esta ligação sempre existiu, o que aconteceu a pouco tempo é que ela começou a ficar mais nítida para as pessoas que acompanham nossas atividades. Desde a NoDeal o Rap está lá, inclusive duas das pessoas ( Marcelo DIMAK e Rangel BLEQUIMOBIU) mais ativas dentro da cultura hip hop aqui na Bahia hoje tocaram na NO Deal. Sobre A Turnê com Versu2, Arterisco e Marechal foi um sensacional, pois além de puder aprender bastante ela chegou em um momento que precisava-mos de combustível para mostrar que apesar das dificuldades estamos colhendo bons frutos. Marechal é um caso a parte! O Maluco é de uma convicção nas coisas que quer que chega a assustar, hahaha. È sempre bom ver pessoas que são coerentes (não se trata de perfeição), com as coisas que falam e cantam. Ficou muito nítido que o Hardcore e o Hip Hop usam linguagens diferentes, mas estão focado em um único objetivo, só deixando claro que estou falando do que EU acredito e vivo como Hardcore e Hip Hop, o que não quer dizer que as outras formas sejam erradas. Tudo isto está refletivo na nossa Mixtape, esta aproximação colocada mais explicitamente.

6. Citei acima o projeto paralelo de rap dos dois vocais da Lumpen, quais são os outros projetos dos demais componentes?


Musicalmente falando, Fabiano está com um projeto novo chamado Mapache Man - http://myspace.com/mapacheman - e Joãozinho e Túlio estão tocando na Egrégora.

7. E fora música, em que mais estão envolvidos?


EU estou contribuindo para o portal UM SÓ CAMINHO - http://www.umsocaminho.com.br -, participando da gravação do disco de poesia de Nelson Maka - http://www.gramaticadaira.blogspot.com/ -, na direção do Sindicato dos Comerciários e estou participando de um projeto chamado REMIX. Vou falar destes que estão em andamento e com o tempo os outros aparecerão, ou não como diria Caetano, hehhe. Como estou respondendo sozinho a entrevista vou falar dos projetos dos outros que tenho conhecimento, lembrando que existem mais; Fabiano tem se dedicado mais ao estudo e prática do Áudio-Visual, inclusive lançou a pouco tempo um documentário sobre música na internet - http://www.youtube.com/watch?v=vXFyWsFxVRw -; Joãozinho irá se graduar em Kung Fu (Shaolin do Norte) e participa da Rango Vegan - http://rangovegan.wordpress.com -; Túlio faz parte da Rango Vegan onde alêm de outras coisas cuida da parte gráfica; Fofinho é grafiteiro e tatuador no Estudio Álvaro Tatoo - http://www.flickr.com/photos/finho_one -.

8. Como enxergam o hardcore atualmente em Salvador?


Respondo no singular! Vejo que tem crescido muito em termos musicais, mas tem se distanciado enormemente de sua origem. A contestação abriu espaço para as “reflexões pessoais”, livrando assim qualquer necessidade de uma prática do que se fala, o Hardcore tournou-se algo “contemplativo”. Fala-se de coisas que nos incomoda, coisas que queríamos, mas não de coisas que estamos fazendo ou vamos fazer. Tudo passou a existir no nível do “eu quero”, “eu Acredito” e nunca do que "eu faço!". Esta discussão é antiga e teve sua mais famosa citação em na primavera alemã de 1845 : “Os filósofos têm apenas interpretado o mundo de maneiras diferentes; a questão, porém, é transformá-lo”. Podíamos troca filósofos pelos “fazedores de Hardcore”, mas me vem logo a cabeça as perguntas: Transformar o que? Em que? Como? E principalmente alguém quer transformar algo que ultrapasse desejos pessoais? As respostas só podem ser dadas com atos e fatos, senão voltamos pro efeito contemplativo e do “acredito e quero, só não faço”. Mas como não sou o detentor do “verdadeiro Hardcore”, então se o Hardcore , na minha visão, tornou-se isto é isto que ele é e pronto.

9. O que acham que mudou desde o inicio da década de 00' até hoje, em termos de hardcore em nossa cidade?


Houve um distanciamento da periferia e uma aproximação da classe media em “corpo e espírito” ( esta não só definida aqui por que$tões financeiras, mas pela visão individualizante e separada do mundo). Prova disto é o que falei acima sobre o conteúdo das letras, que a cada dia mesmo quando abordam assuntos coletivos são sempre sobre uma perspectiva burguesa do "eu", alienada de qualquer contexto social. Chavões coletivos para justificar os caprichos individuais. Como vivemos em uma sociedade onde os direitos são colocados sempre sobre o ponto de partida do individuo acima de tudo e todos no Hardcore deveriam(?) ser diferentes. O que vemos é um grupo de amigos que gostam da mesma musica e só. Qualquer tentativa de crítica ou de discussão coletiva é descartada e fadada a ser taxada de “autoritarismo e castração da liberdade”.

10. Não podia esquecer de perguntar, como vêm o Straight Edge em nossa cidade, depois de todo aquele "boom", ainda sentem que continua forte?


Como você disse houve um “boom” que explodiu e acabou com tudo! O Straight Edge para mim sempre teve haver, e continua tendo, com manter-se sóbrio para se tornar mais ativo, atencioso, resignado com os objetivos a serem alcançados. O que vejo é que se antes esta visão era uma exceção, hoje ela é quase inexistente. Sobriedade para ir em shows e comprar discos ou coisas do tipo não me interessam. A sobriedade que me interessa é a das comunidades zapatistas, dos que aprofundam a crítica dos males que o álcool causa dentro das comunidades pobres, é a que se mantêm como exemplo de poder ser feliz sem precisar está entupido de bengalas para apoiar nossas transgressões. Tinha-se aqui em Salvador a imagem, até de maneira exagerada, de existir um straight-edge politizado e envolvido com outras questões, esta afirmação está a cada dia mais distante da realidade. Se a única diferença é beber ou não, onde está a diferença?

11. As letras da Lumpen abordam muito a temática do veganismo, sem ser piegas e sobre liberação sexual, como se dá o processo de composição? E porque essa temática?


A Maioria das letras são minhas e o que tento fazer é trilhar o caminho inverso do que normalmente é feito. Ao invés de cantar sobre coisas que acredito prefiro escrever sobre coisas que vivencio. O veganismo é uma pratica e postura onde procuramos viver cada instante empregando o mínimo de violência possível ás outras espécies. Uma ilusão de um Veganismo absoluto dentro de uma sociedade organizada da maneira que a mesma se encontra hoje é no mínimo um ato de conveniência para se acomodar e não estender a critica para outras formas de viver alienado. Me incomoda muito quando vejo não só veganos mas qualquer outro aspecto ser tido como critica separada da totalidade da vida. Não pode existir Veganismo numa sociedade de classe, pois caso tenhamos nos esquecido nós somos animais e se lutamos contra a exploração e o domínio de um animal sobre o outro... Sobre a liberação sexual só tenho a dizer que é uma grande mentira dos dias atuais. O que aumentou foi a quantidade das relações e a margem do que é aceito, mas continuamos vivendo acorrentados dentro de uma lógica onde tudo que sai do normal, inclusive do normal do que é anormal, é rejeitado e visto como aberração mesmo que este pensamento não seja verbalizado. A música deveria ter o papel de reflexão e de fagulha para uma pratica real, mas o que realmente acontece é que vira uma projeção dos desejos e pronto. Em "Porcos com Asas" eu grito: “Gozar como animais que somos/perder TODO TIPO DE MORAL” e tod@s cantam em uníssono concordando, mas e aí...vamos gozar como animais e perder a moral?? “ Vamu caí pra dentuu???!!”

12. Vocês acabaram de lançar a mixtape "Quintessência Profana", um lançamento em conjunto da Estopim Records, Positivoz e Oxenti Records. Porque uma mixtape? E porque um cd de covers?


Sendo sincero o que aconteceu é que não estávamos conseguindo fazer música devido ao processo de criação no qual a banda funcionava. Como não tínhamos um “plano comercial” acabamos por esperar a tal da espontaneidade aparecer, o que se por um lado negava a nossa existência como mercadoria dentro do mundo da (contra)cultura por outro nos levou ao ostracismo e acomodação.
Em um ensaio surgiu a idéia de gravar um disco de covers com bandas que nos influenciaram e bandas que tocamos. Seriam 12 músicas, 6 de cada sendo que no final o projeto ficou com as músicas das bandas que tocamos, uma versão da Versu2 e uma música ao vivo. Mixtape por ser exatamente isto uma gravação que não tem um conceito de disco e sim de colagens, palavras tipo para preencher o hiato, no nosso caso criativo. Fizemos mais um apropriação de conceitos de outras linguagens, no caso o Rap, para colocar em prática o amor pelo plágio e ódio à propriedade intelectual.

13. Como foi a escolha dos covers que gravaram na Mixtape? Deu muito trabalho?


Se deu trabalho?? Hahha Com certeza pois imagine que já tocamos em bandas que antes éramos “fãns” então já viu NÉ? Haja conversa para escolher, mas gostamos do resultado...

14. Atualmente com tudo isso de internet, downloads e afins, fica muito complicado lançar algo, pois geram custos que nem sempre são repostos, ainda assim vale a pena lançar um material físico, um cd por exemplo? Não seria mais fácil apenas gravar e jogar no Tramavirtual?


Gravar sim, mas jogar no trama virtual não. Hahhe prefiro colocar no Jamendo! Se me pergunta se vale a pena financeiramente falando, nunca valeu e agora está pior, mas ninguém me disse que seria fácil! Sou um apreciador de todas as formas de propagação de informações que tornem mais acessíveis e barato as criações em geral, mas o que acontece é que no mundo virtual ficamos impossibilitados de ter contato com a obra, com outros sentidos que para mim são de real importância como o tato, além de anular o movimento, por assim dizer, que o tempo proporciona ao material físico. Cada vez que pego em um cd ou vinil sinto que ele está diferente! Tenho que limpar, ter cuidado para não molhar, guardar... enfim, mantenho uma relação que não existe no virtual... tenho pavor a proposta de anulação do corpo, independente das benesses que isto pode trazer...Não usaria um substituto nunca!!

15. A Lumpen tem planos para novos lançamentos?


Quando você mandou esta entrevista ainda não tínhamos acabado e planejávamos lançar um disco chamado Straight Edge. Hoje vejo que esta foi o nosso último suspiro...Mas com certeza virão coisas por aí...Falo da idéia que estou tendo em fazer um livro com as letras, alguns comentários não sei...é só uma idéia por enquanto e tem uns amigos meus que são DJs que irão fazer uns remix de umas musicas da Mixtape.

16. E turnê?

Só se for Spoken Word, hahaah Como já falei sou pretensioso e toparia discutir com quem tivesse interesse sobre o papel que a Lumpen tentou desempenhar dentro do hardcore, lembrando mais uma vez que falo da minha visão deste papel.

17. Já que falamos de turnês... vocês são uma das poucas bandas undergrounds de Salvador que viajaram bastante. Já fizeram Nordeste com o Confronto (RJ), e recentemente fizeram SP/RJ, além de terem feito alguns shows no interior da Bahia. Como é excursionar com a banda, fazer shows fora, até que ponto esse intercâmbio é proveitoso?

Se passamos este tempo existindo com certeza foi por causa destas viagens e gostaria de agradecer a todas as pessoas que nos abrigaram, cozinharam, tocaram, organizaram e também as que vacilaram, pois nos mostraram o que não deveríamos fazer com as pessoas. A parte ruim é quando temos que ir embora, voltar e deixar esta construção lá... mesmo me tornando mais ranzinza a cada dia eu ainda sou muito apaixonado pelas pessoas por isso cada ação, sorriso e abraço que recebo me fortalece e alegra.

18. Citem algumas bandas que acham que merecem ser ouvidas pelo público do blog.


Todas as bandas devem ser ouvidas, afinal o que pode não me tocar é capaz de mudar a vida de outra pessoa. Vide você gostar daquela porcaria do 4 cavidades, hahahahaaha Mas o que eu estou ouvindo hoje é: Marechal - http://myspace.com/mcmarechal -; Versu2 - http://myspace.com/versu2 -; Daganja - http://myspace.com/mcdaganja -; Converge - http://myspace.com/converge -; Submisson Hold - http://myspace.com/submissionhold -; Cipher - http://myspace.com/cipher -.

19. A Lumpen tem um som duro, aquele hardcore mais diretão isso não afasta um pouco as pessoas, que poderiam está ouvindo as idéias da banda, porém que preferem algo mais leve?


A banda estava inserida dentro de um contexto onde a linguagem que empregávamos é apreciada, por isso mesmo minha insistência na necessidade de extrapolar a música como único método de crítica/ação em direção do conflito com o que nos nega a vida.

20. Vocês ainda acreditam?


Vou fazer uma coisa que odeio... responder com outra pergunta... e uma pergunta para nós mesmo... Nós vivemos o que acreditamos?

21. Entrevista longa, confesso, porém tinha muito tempo querendo fazê-la, relevem por favor. Estou muito feliz em hoje em dia ter maturidade suficiente para fazer uma entrevista com vocês, e agradeço por terem desprendido tempo e paciência para respondê-la, em tempos que quase inexistem bandas de hardcore sinceras, é sempre bom ter uma referência como a Lumpen. Por favor deixem um recado final pra galera.


Valeu mesmo Dudu!! Se você tem maturidade para fazer esta entrevista fique sabendo que fico feliz em eu ter alcançado maturidade suficiente para voltar a falar com você e reconhecer a contribuição que você tem dado com o Toma na Cara. Coragem é isto expor nossas duvidas, fraquezas e vacilos... é isto que vivo e acredito...conflito...chaos...pois o contrário é uma tranqüilidade morta... Para quem está lendo o que tenho a dizer é que a luta de classe ainda não acabou. Continuo na missão... Um Só Caminho...

MySpace Lumpen: http://myspace.com/xxxlumpenxxx

Comentários

ratomiles disse…
uma das maiores referências da minha vida. orgulho da desgrama de conhecer o véio!!

a entrevista ficou bala.

e véio: ainda vou fazer aquele editorial da lumpen vu!!!! ehehehehe

abraços
wiltonsn disse…
CArai...

O Véio sempre mandou e sempre mandará bem.

Foda!

Fazer o disco novo da HM e colocar o Véio numa faixa. A lenda viva do hc, o matusalem do hc

hahahahah

Parabéns pela entrevista, Dudu.

Abraços!

Andrei e Familia HM
Eduardo disse…
Ramiles: Valeu mesmo vey, que bom que curtiu. E quando fizer esse editorial e quiser postar aqui, já sabe que é noiz!

Andrei: Excelente ideia hein Andrei!!!Acho essas participações em CDs bem legais. E quem bom que curtiu a entrevista, facilita quando o entrevistado dá um show nas respostas.
Muito boa a entrevista, hein Dudu? Foda entrevista e entrevistado!

"facilita quando o entrevistado dá um show nas respostas" Eu que o diga hein negão? hahahaa

Parabens queridão!:D
:**
Eduardo disse…
Poww valeu Pêaga!!!!!!Você é um amor.

huahahahahhaahahu você que o diga o que rapaz, no meu caso com você o entrenvistador que deu show nas perguntas.
Xi Drinx disse…
Pô é foda, viver ilhado aqui no oeste da Bahia, e ficar só vendo as coisas acontecerem, tive com robson uma tarde e aprendi coisas pra uma vida, vi naquele cara tanta coisa que penso, e vi como não sou ninguém. Espero sempre lembrar de pessoas como robson, de bandas como a Lumpen (que acabou e eu nem peguei um show), espero que pelo menos o nerds attack não acabe, já que tá suspeito, pra mim vai ser outra grande perda do hardcore nacional.
Acho que é isso, valeu aí, de ter feito essa entrevista cara, gravou no metal essas palvras sinceras e reais, valeu mesmo.
Xi Drinx disse…
Pô é foda, viver ilhado aqui no oeste da Bahia, e ficar só vendo as coisas acontecerem, tive com robson uma tarde e aprendi coisas pra uma vida, vi naquele cara tanta coisa que penso, e vi como não sou ninguém. Espero sempre lembrar de pessoas como robson, de bandas como a Lumpen (que acabou e eu nem peguei um show), espero que pelo menos o nerds attack não acabe, já que tá suspeito, pra mim vai ser outra grande perda do hardcore nacional.
Acho que é isso, valeu aí, de ter feito essa entrevista cara, gravou no metal essas palvras sinceras e reais, valeu mesmo.
Eduardo disse…
Xi Drinx: Que bom que curtiu.
:)
Róbson Véio disse…
Valeu mesmo pela entrevista DUDU!!
Fiquei muito feliz!!
A questão é que todo mundo aprende com todo mundo e que todo mundo é alguêm e melhor somos aquilo que lutamos pra ser!!
Em breve noticias do novo Projeto que estamos formando (Eu, Boy e João).

Vamos viver a vida pois ninguêm pode viver pela gente!!
UM Só Caminho...
Eduardo disse…
Pow Robson, eu que só tenho a agradecer pela sua disposição em responder. Valeu mesmo.

Projeto bom esse hein? Fico no aguardo!!!!!!!

Vivão e Vivendo, noiz mermu!

Um só caminho para os verdadeiros.

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